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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Saiba mais :)

Recebi há pouco um material produzido em Portugal pelo professor Manuel Lopes, sempre atento à China, para os seus alunos de Relações Internacionais sobre Xinjiang. Vale a leitura para entender mais sobre a região, que nomeadamente é uma Região Autônoma Especial, sob o poder da República Popular da China.

• A Região Autônoma Uigur de Xinjiang está situada em plena Ásia Central, cercada de montanhas (com um grande deserto no interior, o Taklamakan), zona de passagem obrigatória da antiga Rota da Seda e dos atuais projectos de ligação euro-asiáticos e tem 5,6 mil quilômetros de fronteira com oito países.

• População em 2004: 19.630.000. Neste cálculo, a etnia uigur (de origem turcófona) surge com 45% e a etnia han com 41%, sendo os restantes distribuídos por 47 grupos minoritários.

• O Islã é dominante, substituindo o budismo.

• Xinjiang, ou Nova Fronteira, na tradução, deve o seu nome às iniciativas da Dinastia Han (século III aC) de estender a influência para Oeste e assim proteger as rotas de caravanas da Rota da Seda.

• No final do século XIX, a Rússia estendeu a influência à parte desta área, no episódio conhecido como o Grande Jogo,a saber uma disputa com os britânicos.

• Durante o período da República (1911–49), Xinjiang foi dominada por “Senhores da Guerra”, virtualmente independentes do governo central, sendo a então URSS dominante na zona.

• Só em 1950 o poder comunista tomou o controle total de Xinjiang, criando uma Região Autónoma em 1955.

• Também ali chegaram os efeitos do Grande Salto Adiante e da Revolução Cultural, criando instabilidade e fomentando o movimento independentista que atingiu maior expressão violenta após 1980 na sequência da intervenção soviética no Afeganistão, ao favorecer a militância islâmica.

• Em Xinjiang estão presentes, segundo as autoridades chinesas, os “três demônios”: separatismo, fundamentalismo e terrorismo.

• Os ataques de 11 de setembro acabaram por ter um efeito significativo sobre as atividades do movimento independentista Frente de Libertação do Turquestão Oriental, ao ser conotado pelas autoridades chinesas com a Al Qaeda e os talibã, sofrendo os efeitos de uma maior coordenação dos esforços internacionais na luta contra o terrorismo na Ásia.

***

Para uma visão econômica

• As principais indústrias estão relacionadas à atividade mineira (carvão), além do aumento da exploração energética (gás e petróleo).

• A importância de Xinjiang também deriva do fato de ser uma área de escoamento da energia vinda da Ásia Central, do Cáspio e da Ásia Setentrional.

• Xinjiang alimenta expectativas com o turismo, através da revitalização da antiga Rota da Seda. A China e quatro países da Ásia Central (Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão), em parceria com o Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas, criaram um programa que visa favorecer o investimento, o comércio e o turismo na região.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Porto Alegre no mapa do mundo

Porto Alegre será sede da Copa do Mundo 2014 (http://www.clicrbs.com.br/esportes/rs/futebol-copa2014), o que parece, até onde eu li, nenhuma novidade, pois a escolha por parte da Fifa já era esperada. Agora, para receber as estrelas do futebol, a capital gaúcha ganhará uma melhor cobertura na rede de tratamento de esgoto, em projeto que prevê um salto dos atuais 27% para 80%, a duplicação da Avenida Beira-Rio, Tronco e melhorias na Voluntários, além de uma suposta linha 2 do metrô, até o Menino Deus.

- Confirmada a participação, chegou a hora de colocar a mão na massa - afirmou em entrevista à Zero Hora o secretário da Copa, José Fortunati, por sinal, também vice-prefeito.

Nossa, fiquei superfeliz com a escolha, pois se bem lembro, há coisa de duas semanas a mesma ZH fez uma matéria em que contava o suplício que é sair do centro em horário de pico e tomar um ônibus em direção à zona norte. Imagino que talvez esta melhoria prevista aí na Voluntários, além de agradar os previstos entre 40 e 50 mil turistas que virão à cidade, também signifique alívio a quem rala todo o dia para fazer da cidade uma cidade melhor. Por isso que eu adoro futebol.

Vivendo em Beijing há dois anos, um deles pré-olímpico, eu presenciei um pouco de o que são os esforços de uma cidade para receber um evento de escala mundial, com forte apelo popular, como o caso daqueles esportivos. Os resultados que fazem de uma cidade um modelo de urbanismo capaz de sediar tais eventos são positivos e acabam por beneficiar o cidadão comum. Ampliação de metrô (em Beijing, às antigas duas linhas somaram-se outras seis), a abertura e alargamento de avenidas, etc. Para além da infra-estrutura, ainda há um sem número de empregos temporários, novas oportunidades ainda que efêmeras e o que muito interessa, exposição do nome da cidade no mundo, o que pode significar novos eventos, mais turistas, mais renda. E a economia gira.

Porto Alegre já esteve no foco e até hoje é lembrada por motivos mais nobres que o futebol, com o perdão daqueles que discordam. Quando me perguntam de onde eu sou, ou o interlocutor não sabe, ou sabe que venho da cidade do Fórum Social Mundial. Em termos gerais, o fórum fez sucesso entre os espanhóis e franceses. Com eles, é sempre meio óbvio que vão saber onde fica Porto Alegre. Agora, claro, abre-se a oportunidade para que o mundo venha a conhecer a cidade como aquela perto da Argentina onde vai haver algumas partidas de futebol.

- E a cidade tem potencial no tema, é a terra do Ronaldinho - poderão dizer alguns.

Aliás, na hora de os jornalistas estrangeiros irem retratar Porto Alegre, dar uns toques para os telespectadores mundo afora que não sabem que no Brasil tem lugar onde faz frio e a gente não precisa usar fantasia de carnaval o ano todo e nem biquinis minúsculos, quero ver quantos deles terão a brilhante ideia de bater um papo com a dona Miguelina enquanto ela toma chimarrão, a bebida dos gaúchos, como são chamados os brasileiros que moram em Porto Alegre. Nós enquanto jornalistas somos extremamente criativos, por isso vários coleguinhas comeram muito escorpião no palito em Beijing para mostrar como os chineses têm hábitos estranhos na hora de se alimentar. E o mundo ficou bem mais informado sobre a China. Ai, por isso que eu adoro esportes em geral.

Mas voltando ao Fórum, é daqueles tempos de euforia e debates pelo povo e para o povo que a cidade forjou outra marca, a do berço do Orçamento Participativo, um dispositivo que clamava pela participação popular na hora de definir investimentos públicos. A ideia é tão atrativa no que diz respeito à cidadania que sequer foi abolida pelo atual governo, o do prefeito José Fogaça, que desbancou 16 anos de mando petista, partido que gestou e implantou o OP. Claro que eu nem estou discutindo que o OP nunca deu tão certo assim, afinal o que vale é a intenção.
Agora, Porto Alegre voltará ao centro mundial do debate no que diz respeito à participação popular na Expo Shanghai 2010, aqui na China, no ano que vem. A cidadegarantiu o 22º lugar entre projetos apresentados por municípios do mundo todo na categoria "urbanização sustentável" devido ao projeto de "harmonia social" que mantém, que será apresentado na área de Melhores Prátcas Urbanas. Ao lado de Porto Alegre, apenas São Paulo é outra cidade brasileira com participação em destaque no evento, que pretende atrair 70 milhões de visitantes ao longo de seis meses, 5 milhões destes, estrangeiros.

Bem, um dos objetivos do governo brasileiro é divulgar a Copa 2014. Eu, como porto-alegrense, torço por uma parceria de peso no projeto de revitalização do Cais do Porto, o que pode significar a consolidação da capital gaúcha como um destino charmoso para turismo de negócios e de outro espaço delícia para a entrega à boemia. Shanghai, que tem o coração econômico e financeiro às margens do Rio Huangpu bem que pode servir de inspiração. Afinal, a gente até já batizou de rio o lago lindo o qual damos as costas quase o tempo todo. E viva o pôr-do-sol no Guaíba.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lula e os 13 acordos com Hu

13 acordos sino-brasileiros , entre os quais US$ 10 bilhões em empréstimos do Banco de Desenvolvimento da China para a Petrobras, numa operação que deverá ajudar a brasileira a desbravar o pré-sal. E agora vai.

De brinde, a instalação de uma unidade da montadora chinesa Chery, (http://www.cheryinternational.com/), negócio que já havia sido anunciado, mas que agora parece ter data para começar. E será ainda neste ano. O que falta é definir o Estado que receberá a fábrica, mas como o Rio Grande do Sul está fora, a Yeda pode se livrar de ouvir, eventualmente, que mandou a Chery embora. Na real, ela tem outras tantas coisas para se preocupar.

Parece que foi mesmo produtiva a visita de Lula a Beijing – que só acaba amanhã. O petista celebrou junto ao colega chinês, o Hu Jintao, o fato de a China ter ultrapassado os Estados Unidos como maior parceiro comercial do Brasil. E tome fôlego.

Analistas de mercado dizem que os resultados positivos que alavancaram as compras do pais chinês são fruto do pacote de estímulo do governo do Partido Comunista da China para escapar da crise. Na onda do dinheiro vivo, vieram investimentos pesados em infra-estrutura e, logo, a necessidade de compra de minério de ferro. E da necessidade de combustíveis, diga-se petróleo. Santa coincidência. Ao lado da soja, que também bombou no mercado asiático, estes são os produtos brazucas que mais vendem por aqui.



O governo chinês mostrou que tem bala na agulha para deixar a crise para os outros e acabou por ajudar o Brasil. Tem mais. Hoje mesmo os bambambans do poder beijinense anunciaram que a China crescerá 8% em 2009, custe o que custar. E tem caixa para isso, uma vez que até agora, nem foi preciso usar todo o investimento previsto no pacote de estímulo de 4 trihões de yuans. E de onde veio esta desmesura de dinheiro tem mais, se preciso for.

Claro que nem tudo são flores pra Lula. Ele volta pra casa com dois temas a fazer. Um se refere à venda de aviões da Embraer para uma companhia chinesa. Há problemas de internacionalização dos produtchénhos. O outro, as vendas de carne bovina e suína para China. A galera aqui é chegada num porquinho, consumindo 40% da produção mundial – e os suinocultores brasileiros estão loucos para fisgar os glutões. Não é todo o dia que se descobre um quitute apreciado por um mercado de 1,3 bilhão de bocas. Ainda não foi desta vez que os chineses embarcaram nos porcos brasileiros, mas quem sabe avança.


Lula começou o dia na imprensa, ao publicar um editorial no China Daily (http://www.chinadaily.com.cn/opinion/2009-05/19/content_7790017.htm), jornal estatal chinês em inglês. Ali, o presidente diplomaticamente reforçou o papel de peso dos dos países em desenvolvimento no cenário mundial. Como economias em franca expansão, China e Brasil parecem mesmo estar na dianteira. Mês que vem, outros dois parceiros do bloco Brasil, Rússia, China e Índia, os Bric, têm encontro em Moscou. A ver quem fala mais alto.
Falar em falar, para além dos acordos financeiros e comerciais, que é o que interessa, Lula reforçou a necessidade de mais entendimento cultural entre chineses e brasileiros. Eu estou aqui me esforçando. O cartunista do China Daily também.



segunda-feira, 18 de maio de 2009

Lula aqui


Lula e Hu durante a Olimpíada, foto de Ricardo Stuckert, Agência Brasil

A estas alturas, Lula e dona Marisa já jantaram com o excelentíssimo presidente da República Popular da China, Hu Jintao, casado com sabe-se lá quem. Acabei de me dar conta que não sei o nome da primeira-dama da China, sequer sei se ela existe. Mas deve existir.

Falemos, pois, do que interessa. O jantar no Jardim Imperial da Casa de Hóspedes do Estado, ou Diaoyutai (钓鱼台国宾馆) (http://www.chinadyt.com/index.htm) foi o primeiro compromisso oficial de Lula na viagem de três dias à China. Provavelmente, o mais diplomático, se considerarmos que este não previa o fechamento de contratos, anúncios de parcerias e cooperações bilaterais e etc. Mas diplomacia pode ser tudo, especialmente em se tratando do maior parceiro comercial do Brasil, status conquistado pela China em abril, quando o país asiático desbancou 80 anos de hegemonia norte-americana.

Gestada desde o ano passado, a viagem de Lula à China foi a segunda em um ano, pois o presidente esteve por aqui para a abertura da Olimpíada, em agosto último. No entanto, é a segunda visita em cinco anos à China na busca de parcerias estratégicas. Os objetivos são financeiros, deixe-se claro, mas também políticos, numa tentativa de afinar os discursos e jogar com mais força e em conjunto no cenário internacional. O papo de unir forçar Sul-Sul e etc. Nada mais oportuno.

O mundo vive a crise. A crise gerou previsões catastróficas. As exportações brasileiras para a China aumentaram 64,7% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A China passou os Estados Unidos como maior destino de produção verde e amarela. Opa, bom sinal. Tão promissor que Lula trouxe na pauta propostas como a de os países selarem contratos em moeda nacional, numa operação batizada como swap no jargão economês e que, em tese, escanteia o dólar e permite que os bancos centrais dos países envolvidos enviem dinheiro local um ao outro. Peso pesado político.

Ao presidente brasileiro cabem outras tarefas árduas, como convencer a China a comprar frango e suíno brasileiros, além de garantir acordos para áreas como tecnologia, biotecnologia, biocombustíveis e petróleo. A estratégia parece boa, já que Lula veio munido de um plano quinquenal, expressão tão recorrente no vocabulário político chinês, que estabelece as metas para o país em grandes congressos nacionais do Partido Comunista da China a cada cinco anos e depois lança os tais planos quinquenais, os verdadeiros guias do desenvolvimento por estas bandas. Como comentava ontem com amigos, melhor do que falar a língua é conhecer os meandros da cultura sociopolítica de um país para garantir bons negócios.

Amanhã Lula deve estar com a cartilha do mandarim na ponta da língua, seja esta recitada com ou sem tradutor. A agenda presidencial brazuca inclui encontros com a nata do poder chinês, a começar pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao, que ocorrerá em Zhongnanhai, complexo onde vivem os figurões do partido. Dali, Lula seguirá para o Grande Palácio do Povo, onde se encontra com o vice-presidente, Xi Jinping, retribuindo a visita do chinês ao Brasil no final do ano passado, com o presidente da Conferência Consultiva do Povo Chinês, Jia Qinglin e, finalmente, com Hu. Antes de outro jantar entre a dupla Sul-Sul, ocorrerá uma sessão de assinaturas de acordos, que, se saírem do papel, podem significar números ainda mais animadores do que os 64,7% que alavacaram a China à posição de compradora número 1 do Brasil. A ver.

Ainda nesta terça-feira, o presidente concede entrevista à estatal chinesa de televisão CCTV e participa da cerimônia de inauguração do Centro de Estudos Brasileiros da Academia de Ciências Sociais da China, além de almoçar com empresários dos dois países.

terça-feira, 5 de maio de 2009

检疫, a palavra da discórdia

Você tem medo da gripe A (H1N1)? A China tem. Tanto que tomou medidas duras para tentar barrar o vírus no país do que antes era chamada a gripe suína, ou 猪流感, zhuliugan, por aqui. Agora ficou 甲型H1N1流感, ou gripe A(H1N1). Juro.

Talvez seja excesso de zelo por conta do trauma provocado pela SARS, que, como contou a Cláudia Trevisan no blog dela sobre a China, contaminou 8.096 pessoas e matou 774 em 29 países e regiões em 2003. Até agora, a tal Síndrome Respiratória Aguda Grave é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a mais séria doença contagiosa dos tempos recentes.

A SARS fez o maior número de vítimas na China e em Hong Kong. Hong Kong confirmou um caso da gripe que assusta agora. O paciente é um mexicano de 25 anos que chegou ao país no último sábado, passando por Shanghai. Pronto. Palavra de ordem: 检疫, ou jianyi, que quer dizer quarentena. Quarentena nele e nas pessoas que estiveram próximas. Grita dos países de quem ficou retido. Tem de mexicano a canadense nesta situação, passando pelos próprios chineses.

A China, gato escaldado, não quer nem saber se está reagindo drasticamente ou não e não parece se preocupar com os rótulos de antipática, racista ou radical. Para não parecer tão insensível, ofereceu ajuda humanitária de US$ 5 milhões ao México. Em dinheiro foram US$ 1 milhão, já transferido. O restante é em material de apoio. Até agora, dois aviões chineses levaram à Cidade do México kits com máscaras, termômetros e que tais. Não sei a situação da tripulação.

O governo local se defende. Segundo a subdiretora do Departamento Municipal de Saúde de Beijing, os confinados recebem flores e frutas, além de poderem se comunicar com o exterior, ver TV, ouvir música, ler livros e acessar internet. Então tá. Como pagamento, além do tempo dispendido em quartos de hotéis e de hospitais, têm de passar por exames duas vezes ao dia.

E segue o baile. Enquanto os humanos tentam lutar contra a gripe para que não se torne pandemia, os produtores de carne suína vão também pagando o pato por aqui. O preço da carne de porco caiu de 13,41 yuans, ou US$ 1,96, por quilo em janeiro para 9,88 yuans em abril, ou US$ 1,45.

A OMS, no entanto, vive advertindo. Comer porco, desde que bem cozido, não traz mal ao homem. Mas é a velha história de zelo e tals. A China, por via das dúvidas, suspendeu importações da carne e de derivados suínos do México e outras localidades dos Estados Unidos.

Sim, como vocês perceberam, não basta estar com um baita problema de saúde pública para resolver, é preciso ter encrencas econômicas envolvidas, convidadas inesperadas na ressaca mundial pós-crise.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Gaúcha de sucesso na China



Sabe por quanto pode sair uma Melissa no site de comércio eletrônico Taobao, o mais popular da China?2.30 yuans, ou a bagatela de R$ 766.

Apesar de eu saber que se vendem as sandálias de plástico de Farroupilha por aqui, não encontrei onde. Pela pesquisa que fiz no site da empresa, não consegui encontrar. Estes modelos vendidos online vêm dos Estados Unidos e são o jeito mais fácil, até para os chineses, encontrar os sapatos nestas bandas. Ou as chinesas encontrarem, no caso.

Conversando com uma amiga minha aqui, a Aida, ela acredita que os sapatos podem fazer o maior sucesso entre as mulheres. Eu não duvido. Mas seria preciso chegar com tudo, aliviando no preço, porque estes estão salgados até pra classe média. Aliás, o valor que usei como referência é mais do que pago de aluguel.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

12 anos da morte de Deng Xiaoping



19 de fevereiro é a data da morte de Deng Xiaoping (邓小平), que, pra quem não sabe, foi o responsável por implementar a política de reforma e abertura da China. Hoje, no 12º aniversário de morte,flores foram levadas ao túmulo do ex-presidente, na cidade de Guangan, província de Sichuan.

Deng foi o sucessor de Mao no governo. A política que ele conduziu é simplesmente o motivo pelo qual o país deixou de ser uma nação pobre para se transformar na quarta maior economia mundial. Nada mal para 30 anos.

Oficialmente, a política entrou em vigor em 18 de dezembro de 1978, durante a terceira Sessão Plenária do 11º Comitê Central do Partido Comunista da China. Em julho do ano seguinte, o país implementaria quatro zonas econômicas especiais, umas das iniciativas mais visíveis para o exterior de o que a China se propunha no momento: fazer negócios com os demais países. As zonas escolhidas foram as cidades de Shenzhen e Zhuhai, em Guandgong (Cantão), então meras vilas de pescadores, e Shantou e Xiamen, em Fujian, outras duas cidades costeiras.

Em 1997, prestes a comemorar 20 anos da implementação da nova diretriz, a China recebeu da Inglaterra a então colônia Hong Kong, inaugurando um inusitado modelo que muito orgulha os dirigentes chineses, o de um país, dois sistemas. Hong Kong, centro financeiro mundial, manteve sua política capitalista, mesmo sob o manto do governo central de Beijing, que se denomina socialista, com características chinesas.

Tais características garantiram a entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001, o que, na prática ajudou as commoditties da China a circularem mundo afora. Lembrem, as zonas especiais constituídas lá em 1979 tinham uma razão de ser. Para o país? Em 2006, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu a invejáveis 9,67%, bem acima da média mundial daquele ano, de 3,3%. O Brasil, para quem não lembra, após uma revisão dos métodos de cálculos feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou em honrosos 3,7%.

Nestas últimas três décadas, o ganho anual dos moradores urbanos, numa média per capita, pulou de US$ 46 para US$ 1,611. Nas zonas rurais, este valor era de US$ 18 e hoje passou para US$ 491, segundo números do governo chinês. Aliás, a foto das moças aí abaixo é da década de 1980 e integrou uma exposição sobre os anos subsequentes à adoção da política de Deng realizada em Beijing no ano passado.




Livro


Deng Xiaoping tem todo este papel central nas reformas que garantiram à China o papel que ela ocupa hoje na política e economia global. No entanto, não sei se esta é uma impressão só minha, mas ele me parece um personagem esquecido quando o tema é governo, economia e política chineses.

Em português, um livro de leitura chata (opinão minha, dã), mas interessante, é A China de Deng Xiaoping, escrito por Michael E. Marti. No site da Livraria Cultura, é possível entrar o PDF do primeiro capítulo. Aproveita a palhinha.

Outro que citou o Deng foi o jornalista Daniel Piza, no artigo Ensaio da China, publicado por ocasião da Olimpíada do ano passado. O clique no link é mais do que recomendado.

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Ah, as fotos que ilustram este post estão no especial sobre os 30 anos da reforma de política e abertura publicado pela agência de notícias Xinhua. Em inglês.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crise na China?

A Rádio Internacional da China (CRI, na sigla em inglês) tem transmissão de notícias e programas em 43 idiomas - entre os quais o português. O site tem até seções de vídeos, mas estes são feitos pelo serviço em inglês, principalmente.

Hoje, um vídeo tenta mostrar como a crise econômica mundial afeta a vida de quem mora em Beijing, sejam eles chineses ou expatriados. Roteiro, edição e imagens são do indiano Rahul Venkit, jornalista que já teve experiências ainda em Cingapura e Londres, além de na própria Índia, obviamente.

A diversidade resulta num olhar preocupado com o cidadão comum e foi para estas pessoas que se perguntou como anda a crise por aqui. Quem quiser conferir, clica ali no vídeo abaixo, em inglês.



By the way, a província de Guangdong, ou Cantão, como a gente conhece, é considerada o motor do desenvolvimento econômico da China. No entanto, hoje o governo local baixou para 8,5% a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, abaixo dos 10% estimados anteriormente.

O valor combinado das importações e importações da província representa um terço do total do país, mas 40% das vendas vão para os Estados Unidos, superatingido pela crise e motivo pelo qual as perspectivas estão sendo revistas para baixo.


2020


Como o governo chinês não perde tempo, Guangdong já busca transformação. Até 2020, quer ser uma base para manufatura avançada, inovação e indústria pesada. Além disso, repetindo passos de 30 anos atrás, Guandong será um campo de teste para novas reformas econômicas que podem pintar por aí, abrindo-se mais par ao exterior. O plano do governo consiste em integrar o Delta do Rio da Pérola a Hong Kong e Macau numa espécia de região competitiva globalmente e um centro de produção e comércio com o maior vigor da região Ásia-Pacífico.

terça-feira, 6 de maio de 2008

A moeda do Tio Patinhas


A nota de 20 patacas do Banco Nacional Ultramarino
Foto: Bi Yuming/Especial China in Blog

Fãs do Tio Patinhas sabem muito bem qual a moeda corrente em Patópolis, não? A Pataca.

Bem, em Macau tambem é a Pataca que circula. A cidade esteve sob o governo de Portugal até 1999 e hoje é uma Região Administrativa Especial da China. Com cerca de 600 mil habitantes, tem características especiais nesta mistura ocidente-oriente. Nas placas, é obrigatório o uso do mandarim e do português e o nome da moeda que hoje circula por lá se mantém o mesmo herdado pelos portugueses.

Ontem conversava com a Tati e ela me perguntava sobre a moeda corrente em Macau. Bom, é outra que não o Reminbi chinês ou o Dólar de Hong Kong mesmo. Há um detalhe: para pegar ônibus, é preciso ter moedinhas à mão - e no valor exato da passagem (muitas vezes quebrado, como 5,20 patacas). É que os ônibus não têm cobradores, e o passageiro precisa depositar o valor em moeda (apenas de metal) para usar o serviço. Sem direito a troco!


Em Tempo


Segundo a taxa de conversão publicada pela Bloomberg nesta terça-feira, 8 MOP (sigla para designar pataca) equivalem a US$ 1.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Drinque Proibido?


Vista privilegiada - e ainda inédita para mim - da Cidade Proibida
Foto: The Emperor/Divulgação

Sexta-feira abre o terraço do bar Yin aqui em Beijing, uma delícia que reunirá jazz, espaço para massagens e drinks com uma vista pra lá de especial: a Cidade Proibida. Nada mal para um final de semana primaveril que promete temperaturas de até 30 graus.

O bar Yin fica no hotel The Emperor e que ainda não conheço. Não prometo a visita para a próxima sexta, quando estarei atarefada ajudando em uma feijoada na casa da minha amigona Sofia - e que servirá também de aquecimento para o jogo de sábado entre Brasil e Gana, partida que vale vaga para a competição olímpica de futebol feminino.

De qualquer forma, fica a dica para quem estiver pela cidade por estes dias. E sei que há brasileiros circulando por aqui graças à Feira de Cantão, em Ghanzhou (ou Cantão, no sul da China). O evento bianual está na 103ª edição e reúne empresários do mundo todo. Apesar de ser no Sul do país, muita gente acaba vindo até a capital chinesa por causa dos vôos via Beijing.


Pouquinho mais sobre a Feira
:

O evento é tão importante porque mostra ao mundo os produtos chineses. Todos os anos, há duas edições. Na primeira fase, sempre entre 15 e 20 de abril e de outubro, são expostos produtos manufaturados, têxteis e vestuário, além de alimentos e medicamentos. Na segunda fase, entre 25 e 30 de abril e de outubro, é a vez de lembranças e presentes, além dos bens de uso diário.

Na última feira, em outubro do ano passado, havia 189,5 mil comerciantes de 213 países.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Quarta economia cresce 65,5% em cinco anos


Hoje pela manhã o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, abriu a 11ª Assembléia Popular Nacional (APN) da China, principal órgão legislativo do país. Na primeira sessão do encontro anual, o premiê deu em números um panorama da grandiosidade da economia do país - e da velocidade do crescimento: em cinco anos, a economia chinesa cresceu 65,5%, um aumento anual médio de 10,6%, que dá ao país a posição de quarta maior economia mundial. Neste ano, a meta é atingir um crescimento de 8% do Produto Interno Bruto (PIB).


Falando em PIB, o da China chegou a US$ 3,425 trilhões no ano passado, e a receita total do governo atingiu US$ 712 bilhões, uma alta de 171% nestes cinco anos. No mesmo período, as reservas de divisa estrangeira do país asiático registraram mais de US$ 1,52 trilhão.

Ainda segundo Wen, na abertura do encontro, o país asiático se tornou a terceira maior nação de comércio no mundo, com um volume de US$ 2,17 trilhões nas importações e exportações.


Junto a este crescimento, o país tem de manter um esforço para criar 10 milhões de empregos urbanos ao ano e assegurar uma taxa de desemprego de 4,3%. Aliado a isso, é preciso conter danos ao ambiente e apostar em queda no consumo de energia. A diminuição de emissões de dióxido de enxofre, por exemplo, animam o premiê: a média é de 4,66% nos últimos anos.

A Assembléia Nacional vai até semana que vem. São 2.970 participantes de todo o país, que se reúnem para discutir os temas mais importantes e que guiarão as políticas até, pelo menos, a próxima reunião.


Mas ao lado das preocupações políticas, há quem se reúna em frente ao Grande Palácio do Povo, palco da Assembléia, em Beijing, para ver os delegados de todo o país. Representantes pertencentes a minorias étnicas, por exemplo, exibem com orgulho trajes típicos e são pratos cheios para os fotógrafos atentos.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Gigante cresce a passos largos


O site mais popular é sina.com
Foto: Reproducao/Chinainblog

Assim, as previsões para o crescimento do consumo pela internet na China neste ano indicam que o ramo deverá crescer 45,8%, segundo o estudo Netguide 2008, divulgado há pouco por aqui. E daí? Daí que se o índice estiver correto, o setor abocanhará pouco mais de US$ 77,5 bilhões em 2008. Parece bom, né?

O consumo na internet leva em conta todos os gastos relacionados com a rede, da instalação da banda larga, por exemplo, a compras online, propriamente ditas.

Bem, e o que se faz na net chinesa? Os internautas daqui buscam, e buscam muito. Os sites de buscas cresceram 82,8% no ano passado, segundo o mesmo levantamento, realizado pelo Centro de Dados de Internet da China.

Mas a escala de tempo, é mais ou menos assim:

Os internautas chineses gastam
- 38,8% do tempo lendo notícias
- 11% respondendo e mandando e-mails
- 9,2% lendo blogs.

Aliás, acho ler blog uma boa, agradeco a visita de todos, espero não ter tomado muito o tempo de vocês, mas, sempre que puderem, deixem aqui seu recadinho.

Aliás, ainda devo posts sobre outras curiosidades do Gerson a respeito da China e um agradecimento todo especial a Iara, com quem, sim, quero ter muitas aulas sobre barganha!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

China a mais de cem

O Produto Interno Bruto (PIB) per capita chinês deverá chegar a US$ 3 mil em 2010, dez anos antes do que o estabelecido pelo Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado em 2002. Pelo menos esta é a opinião de um dos especialistas da Academia de Ciências Sociais da China, Lu Xueyi.

No ritmo atual, diz ele, a cifra ultrapassará os US$ 6 mil em 2020. Há dois anos, o PIB per capita chinês aumenta cerca de US$ 200 e deverá fechar 2007 em US$ 2,2 mil.

Rapidez?Bem, o país parece saber como trabalhar com isso. Em seis anos, o PIB per capita pulou dos US$ 800 (em 2000) para US$ 2 mil em 2006.

O diretor do Instituto de Sociologia da Academia de Ciências Sociais da China, Li Peilin, no entanto, adverte: é preciso que os números não mascarem um problema conhecido pelos brasileiros: a crescente diferença entre ricos e pobres e entre o urbano e o rural.

Falando em PIB per capita, o brasileiro ficou, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em R$ 11.658 em 2005. O número é de levantamento divulgado agora em dezembro.

O choro é livre


Sapatos artesanais saem por cerca de R$ 20
Foto: Jana Jan/Especial

A Leticia Echevarria, de Santa Maria, perguntou num comentário abaixo sobre os preços de roupas, calçados e alimentação aqui na China. Olha, tenho a dizer que, em geral, é bem barato. Ou, pelo menos, mais barato do que no Brasil.

Pra começar, a minha fantasia de ketchup custou 388 yuans, algo em torno de R$ 100. E, bem, é um casaco de pena de ganso, ideal para temperaturas bem baixas. Além disso, é impermeável, o que ajuda bastante. Não pretendo comprar outro, pois não sei se usaria no Brasil, e o acho grande, feio e desajeitado. No entanto, incrível, uso roupas de outono, por assim dizer, sob ele.

Um dos segredinhos pelas ruas de Beijing é pechinchar, barganhar. Quando você pensar naquela expressão "O choro é livre", saiba que aqui o choro é livre mesmo. Não se acanhe, pechinche. Em geral, sairá com uma boa oferta. A prática da barganha ocorre principalmente em shoppings multimarcas, ou sem marcas, por assim dizer. Entre os estrangeiros, o mais famoso é, com certeza, o Silk Market (Xiu Shui em chinês, Mercado da Seda, em português).

Ali, de roupa a brinquedo, passando por malas e sedas (claro!), você encontra de tudo. E encontra os vendedores falando em quase todas as línguas que possa imaginar. Não ache que estás sonhando caso reconheças um sonoro e familiar "Amigo".

Eu, particularmente, acho barganhar um mistério, e até hoje não entendo quando faço um bom ou um mau negócio. Em geral, a prática dos vendedores é pedir que você diga o preço que acha razoável. Eu nem sempre sei o que é muito de menos, e o que é muito demais. Brasileiros que vivem por aqui, por favor, me ajudem!

Quando faço compras, opto por lojas com preços nas etiquetas ou vou com a Mariana, minha salvadora por aqui. Olha, outro lugar pra comprar é Xidan. Menos estrangeiro, mas outro bairro cercado de shoppings e lojas onde é bem possível barganhar. Em Wangfujing você pagará mais caro, mas é um dos bairros de compras mais famosos para turistas. Fora dos shoppings, as ruas estão cheias de barraquinhas, cheias de badulaque. Ali, outra vez, a pechincha é a regra. Dentro dos shoppings, estive no tal Oriental Plaza no último sábado, é caro, Leticia. Mas você encontra todas as marcas famosas do mundo inteiro.

Pra teres uma idéia, aquele chapéu que estou usando na foto ali da coluna da direita (e que perdi, infelizmente), me saiu por pouco mais de R$ 40, comprado numa das lojas de chapéus mais tradicionais de Beijing (localizada ao lado do tal Oriental Plaza). Lá dentro do shoppingzão bonito, um parecidinho me custaria mais de R$ 1,1 mil. Hello!!!

No fim, acaba sendo parecido com a realidade que conhecemos. Você pode pagar muito por marcas famosas ou em lugares famosos ou pagar menos em estabelecimentos mais populares. Nestes, com certeza, pagarás menos do que no Brasil!

Bueno, eu ainda teria de falar de comidas, imagino, capítulo à parte.
Sério, eu acho muito barato, muito barato mesmo!
Combino com vocês de falar num próximo post, tá?


Silk Market é quase parada obrigatória para estrangeiros (Crédito: Divulgação/Especial)


Este mercado já fechou, mas comércio de rua também é comum (Crédito: Divulgação/Especial)


Vai dizer que não lembra as nossas chitas? (Crédito: Jana Jan/Especial)


Che é pop mesmo na pequena lojinha de rua (Crédito: Jana Jan/Especial)


Badulaques vendidos em Wangfujing (Crédito: Jana Jan/Especial)

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Sucesso com o vizinho

Hoje aqui na Xinhua, onde trabalho, uma matéria que editei chamou a atenção: a China ultrapassou o Brasil em exportações de roupas para a Argentina.

Segundo relatório do Instituto de Economia Industrial argentino, citado, em parte, pela Xinhua, o motivo do sucesso seria, além dos preços competitivos, a qualidade dos produtos oferecidos.

Agora, chamou a atenção mesmo o salto chinês. Em 2005, os asiáticos respondiam por 11,3% das importações de têxteis argentinas, número que chegou a 34,1% em 2007.

Quanto ao Brasil, este despencou de um patamar de 27,2% de vendas para os vizinhos dois anos atrás para apenas 16,2% agora.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Duoshao qian?

Regra básica de viagem: reconhecer o dinheiro do país em que se está e saber como chamá-lo. Antes de chegar a Beijing, sabia que a moeda aqui era o Yuan. Beleza... O símbolo é aquele Y, cuja base é cortada por dois tracinhos, assim: ¥.

Até aí, tudo bem. Tinha algumas dúvidas sobre o que era, afinal, o RMB que via em alguns sites, e não foi difícil perceber que se tratava de uma abreviação para Renminbi, nome da moeda do país. Ok.

No dia-a-dia beijinense, no entanto, eis que me aparece kuai pra cá, kuai pra lá, as vezes mesmo até escrito em alguns lugares desse jeitinho: 元. Não demorou muito pra que eu fizesse a associação com o "pila" gauchês. Se algo custasse 30 kuais, evidentemente, era quase como dizer: "É 30 pila". Logo, me apeguei ao bichinho kuai.

Apeguei tanto que usei o termo para designar a moeda no post sobre os Bichinhos estranhos de ontem. Hoje, quando o meu editor, o Jia, estava aqui conferindo o blog, o kuai chamou a atenção.

- Jana, por que escolheste kuai, em vez de Yuan? - perguntou.

- Ué, porque todo o mundo fala assim - disse, tri convicta.

Bueno, agora segue, então, mais uma aulinha de chinês (estou achando divertidíssimo aprender junto a vocês). Segundo o Jia, o Renminbi (Moeda do Povo) é o nome oficial do dinheiro, cuja abreviação é RMB. A unidade, por assim dizer, o nosso equivalente a Real (R$) é o Yuan (¥). Kuai, entretanto, é linguagem oral, dificilmente se usa para escrever o preço de alguma coisa. Mas está longe de ser uma gíria como o pila - ainda mais regional, pois se usa em todo o país.

Para simplificar, seria assim. É bom saber que o nome oficial da moeda na China é Reminbi, que os preços virão quase sempre grafados com o Y cortado duas vezes nas etiquetas e placas, mas que na hora de perguntares: "Duoshao Qian?" ("Quanto Custa?), provavelmente o chinês te responderá alguma coisa acompanhada de Kuai. Ah, claro, é bom que aprendas os números, mas isso já é outra história... Até porque a gente nunca sabe quando vai querer comprar uma lembrancinha, como estas quinquilharias abaixo.



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E, novamente, cá estou eu num computador em que não consigo achar acentos e caracteres especiais. Como eu tenho anjos da guarda, eis que a Tati Lopes, na redação em Porto Alegre, editou o post e o deixou num português correto. Xiexie, querida!