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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

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Tranquilidade vigiada from Janaína Camara da Silveira on Vimeo.



Aí em cima, você verá um pouco das minhas impressões sobre os uigures em Xinjiang. E as suas, quais são? Para relembrar, o texto de introdução deste vídeo.

A vida em Urumqi, capital de Xinjiang, insiste em manter a rotina ainda que a explosão de violência étnica de 5 de julho de 2009 tenha deixado não apenas 197 mortos, mais de 1,6 mil feridos e incertos 2 mil presos - há gente que diga que é mais -, mas tenha reacendido questões como racismo, intolerância e clamor por mais direitos.

Xinjiang é a terra da minoria chinesa uigur, de origem turca, há séculos anexada à China, apesar de momentos de resistência. O status atual, de Região Autônoma Uigur, data dos tempos do maoísmo e agrega um componente novo, a chegada de muitos migrantes da maioria chinesa han, uma das principais causas de descontentamento dos moradores locais, que se sentem preteridos nas esferas sociais, educacionais, de governo e de oportunidades de avanço econômico.

Mas este vídeo é um recorte do traço espontâneo dos uigures, não pretende ser uma aula político e sociológica sobre a região. É só um convite às maravilhas do mundo tolerante ante as diferenças.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cervelle de pigeon

Esquenta em Beijing e a pedida é sair à rua. Bicicletas, amigos, quem sabe música e cervejinha antes ou depois do passeio. Pois foi este o programa do final de abril, com minhas amigas Paula e Tarsila e o francês Pierre, que de violão em punho nos brindou com Adieu minette, ou Adeus, garota.

A música de Renaud, um sessentão francês que bebeu da fonte do movimento estudantil de 1968 em Paris para começar a compor e protestar contra os hábitos da pequena burguesia, as injustiças sociais e todas estas outras futilidades da boa vida não proletária, tem uma ironia e um sarcasmo rasgados para falar destas garotas cabecinha de vento. Na versão francesa, "cérebro de pomba", expressão que dá título a este post.

Eu, cerebrinho avícola (com todo o respeito à classe penosa) fiquei com o som francês na cabeça, peguei uma câmera e saí por Beijing cantarolando à noite, pra tentar registrar a capital num quê de escuro, mas em temperaturas pra lá de agradáveis, como estas nas casas dos 20ºC que agora são comuns por aqui quando cai o sol.

O registro ruim somado à inabilidade no editor de vídeos não garante um resultado dos mais animadores. Mas é de coração, espero que cliquem.

Bici à noite from Janaína Camara da Silveira on Vimeo.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vinheta

Opa, saiu uma tentativa de vinheta, agora só falta começar os vídeos.

Jana China from Janaína Camara da Silveira on Vimeo.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Stand by me

Essa dica veio do Twitter, roubei lá do Tiago. Primeiro você assiste, depois a gente conversa.


Stand By Me from David Johnson on Vimeo

O vídeo aí de cima integra o projeto Playing for Change: Peace Through Music, documentário dos diretores Mark Johnson e Jonathan Walls. Em 2005, eles já haviam lançado outro documentário, com músicos de rua. Desta vez, escolheram 100 músicos em diversos cantos do mundo, do Tibete ao Zimbábue. Do Rio, vem o Cesar Pope, pelo menos em Stand By Me, que já está disponível na web. Além de reunir esta gente tocando e cantando, o documentário traz depoimentos dos músicos.

O projeto será lançado em CD e DVD e também no site da Fundação Playing for Change (Tocando por mudanças, numa tradução livre). A idéia, além de mostrar a música pelo mundo, é ajudar na vida das pessoas, efetivamente. O primeiro centro já existe em Gugulethu, África do Sul.

Segundo Johnson, a ideia surgiu há sete anos, a partir de um conceito simples, o de que a música sempre foi uma linguagem universal. A partir daí surgiu o projeto, que se classifica como um movimento multimídia cirado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo. Eu achei tão legal que vou dar um replay no vídeo. E você?

terça-feira, 24 de março de 2009

Blog de luto



O chef paraibano Valdenir Augusto de Souza, o Paraíba, 35, morreu na noite desta terça-feira em Beijing, vítima de um acidente de moto. Paraíba morava na China desde 2004, quando veio para cá trabalhar no restaurante Alameda, de cozinha brasileira, com inspirações múltiplas, fusion cuisine. O toque de Paraíba deu tão certo que o restaurante foi eleito o melhor de Beijing por três anos consecutivos e até hoje, se quiseres provar, a dica é reservar.

Conheci o Paraíba logo que cheguei aqui, em 2007, e ele era figurinha fácil. Boa pinta, bom papo, não era difícil parar para dois dedos de prosa. Num destes dias, ele contou um pouco sobre a vida.

Adolescente, foi pro Vale do Paraíba (em casa, praticamente), em São Paulo, para tentar uma vida melhor, fugir das condições financeiras ruins que tinha em Cajazeiras, onde nasceu. O primeiro emprego foi numa quitanda. Ali, tirava uns trocados, mas bem pouco. De tanto vender verdura em porta de restaurante, um dia foi convidado pra trabalhar como ajudante de cozinha. Foi. Uns trocos a mais fariam diferença.

Paraíba tomou gosto pela coisa e de ajudante passou a chef e como chef passou a ser reconhecido em São José dos Campos. Foi por isso que, em 2004, seria convidado para uma aventura chinesa, caminho que fez sem medo e onde garantiu sucesso, tranquilidade financeira e amigos. A saudade é que incomodava. Uma vez por ano, ia ao Brasil ver a mulher e o filho, além do restante da família.



Aqui, deixo o link de uma entrevista de Paraíba para a TV Estadão, na época da Olimpíada. Naquele dia, fui ao Alameda com os amigos Nilton Fukuda, Daniel Piza e Felipe Machado. O Felipe tratou de entrevistar o Paraíba, que fez bonito no vídeo. Confiram.

**

As duas fotos deste post são do arquivo pessoal do Paraíba, da página dele no Orkut. Creio que ele não vai se importar. Todo orgulhoso de seus experimentos culinários, deixo aí um peixinho de dar água na boca. A primeira imagem é da equipe na cozinha do Alameda.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Anos de estudo

Hábitos de uma sociedade estão aí para formarem uma unidade e para serem respeitados, certo?

Pois no ano passado, durante a febre olímpica e a invasão de tropas jornalísticas estrangeiras na China, o hábito que alguns chineses mantêm de cuspir onde quer que estejam virou manchete, grifo, tese, parte de matérias, fossem elas visuais, sonoras ou apenas escritas. Para ilustrar exatamente como os chineses se comportam, o cuspe virou multimídia, quase tão famoso como comer inseto - realidade esta tão próxima da maioria das famílias chinesas aqui de Beijing como a de macacos andando em cipós pelas principais cidades brasileiras.

Fato é que chineses escarram, sim, alguns mais, outros menos, creio que alguns nem o façam. Então, vá lá, apesar de haver um milhão de outras coisas para se falar sobre este povo com milênios de história, o cuspe acaba sendo meio central, talvez pelo fator inusitado, estranho à cultura ocidental. Agora não pense que a preocupação de barrar a cusparada seja atributo dos não chineses. A mania já foi alvo de propaganda (contrária, deixe-se claro) governamental ainda nos anos 50, como mostra esta pérola encontrada no Youtube, que achei graças a um artigo do site Shanghaiist. A mensagem deixa claro que cuspir pode transmitir doenças e seria mais adequado que os transeuntes o fizessem no seu próprio lenço. Durante a SARS, o governo lançou mão de campanhas severas em relação ao tema, desta vez preocupado com uma epidemia que poderia matar milhares de pessoas.



Tanto alarde para questões de saúde e higiene, no entanto, ainda não foram suficientes para barrar a moda. Para terminar, um cartaz recentemente fotografado por mim no mercado de pulgas de Beiijng, o Panjiayuan (潘家园).



Hm... menti. Não vou terminar com o cartaz. No ano passado, ainda na onda olímpica, as diversas campanhas pedindo para que se parassem como cusparadas foram interpretadas por muito estrangeiro como uma tentativa das autoridades para educar a população chinesa, segundo moldes ocidentais. Esquecemos, pois, que tais campanha também encerram caráteres mais primordiais, como saúde pública.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crise na China?

A Rádio Internacional da China (CRI, na sigla em inglês) tem transmissão de notícias e programas em 43 idiomas - entre os quais o português. O site tem até seções de vídeos, mas estes são feitos pelo serviço em inglês, principalmente.

Hoje, um vídeo tenta mostrar como a crise econômica mundial afeta a vida de quem mora em Beijing, sejam eles chineses ou expatriados. Roteiro, edição e imagens são do indiano Rahul Venkit, jornalista que já teve experiências ainda em Cingapura e Londres, além de na própria Índia, obviamente.

A diversidade resulta num olhar preocupado com o cidadão comum e foi para estas pessoas que se perguntou como anda a crise por aqui. Quem quiser conferir, clica ali no vídeo abaixo, em inglês.



By the way, a província de Guangdong, ou Cantão, como a gente conhece, é considerada o motor do desenvolvimento econômico da China. No entanto, hoje o governo local baixou para 8,5% a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, abaixo dos 10% estimados anteriormente.

O valor combinado das importações e importações da província representa um terço do total do país, mas 40% das vendas vão para os Estados Unidos, superatingido pela crise e motivo pelo qual as perspectivas estão sendo revistas para baixo.


2020


Como o governo chinês não perde tempo, Guangdong já busca transformação. Até 2020, quer ser uma base para manufatura avançada, inovação e indústria pesada. Além disso, repetindo passos de 30 anos atrás, Guandong será um campo de teste para novas reformas econômicas que podem pintar por aí, abrindo-se mais par ao exterior. O plano do governo consiste em integrar o Delta do Rio da Pérola a Hong Kong e Macau numa espécia de região competitiva globalmente e um centro de produção e comércio com o maior vigor da região Ásia-Pacífico.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ah, a Olimpíada

Hoje o departamento de turismo de Beijing divulgou que o Ninho de Pássaro, o estádio onde ocorreram as cerimônias de abertura e encerramento da Olimpíada do ano passado na capital chinesa é um dos destinos preferidos dos turistas neste feriado de Festival da Primavera na cidade. Em cinco dias, o parque já recebeu 80 mil turistas.

Lembrar do Ninho de Pássaro, me fez lembrar o período olimpíco na cidade, a expectativa das pessoas, a minha, do mundo. Então resolvi publicar aqui um vídeo feito para o extinto China in Blog, em que eu e a Aida, minha tradutora, saímos para saber o que os chineses esperavam do evento esportivo.

Passeamos por um hutong, que são os bairros por assim dizer em que viviam funcionários importantes do governo há coisa de 600 anos em Beijing, mas que hoje abriga, na maioria, camadas mais baixas da população. Abriga também um charme e um encanto únicos, com cheiro de Beijing de antigamente, com jeito de cidade pequena, com algo que me faz cair de amores por hutongs.

Bueno, vamos ao vídeo

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um pulo no Japão

A dica veio da Paula, o vídeo é ótimo, apesar de eu ter ficado um pouco tonta com tanto movimento. Vale passear pelo Japão. Na página do autor do vídeo, ele explica passo a passo como fez. Legal compartilhar não só a experiência da viagem, mas como transformou o material num protudo internético.


This is Japan! from Eric Testroete on Vimeo.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Na China


Felipe em ação, registrando uma roda de samba em Beijing
Foto: Jana Jan/China in Blog

Em um domingo outonal - outubro do ano passado - fui a uma roda de samba aqui em Beijing. Lá, fui apresentada a um diretor brasileiro, Felipe Lacerda. O que ele estava fazendo? Um documentário. Assim, sem roteiro definido, sem falar a língua, sem saber o que encontraria no dia seguinte, a tarefa era fazer o documentário para o Fantástico, da Globo. Beleza!

Felipe estava chegando do Japão e a passagem pela China estava planejada, mas seria apenas um passeio. Até receber a incumbência de registrar tudo e fazer virar um documentário, no estilo do Em Cuba, que ele havia apresentado no Canal Brasil. Desde o último domingo, o Na China está no ar. São episódios de cinco minutos, em média, que mostram o que Felipe encontrou nas andanças por cidades como Beijing, Shanghai, Macau, Pingyao.

Conversei com ele em duas oportunidades, uma na própria roda de samba (e ele estava com a câmera em punho) e outra num jantar por uma das regiões boêmias da capital chinesa, Sanlitun. Desta vez, o jantar/entrevista não teve registros, não. Felipe havia pedalado o dia inteiro com George, o chinês que serviu como guia na cidade e que "estrela" o primeiro capítulo mostrado na TV no último domingo. Àquelas alturas, estava começando a colher o material - uma pequena parte das 24 horas que reuniu em vídeo sobre a China. Até ali, o que chamava a atenção do documentarista era um contraste forte entre o velho e o novo. Fiquei morrendo de curiosa se seria essa a linha que ele seguiria. Identifiquei um contraste até agora, com um capítulo no ar: opção pela tradicional bicicleta ou pelos modernos automóveis ou metrôs para ir ao trabalho? Agora, seguirei acompanhando.

E pra você, querido leitor, fica a dica para os próximos domingos em que a opção for ficar em casa!

Veja aqui o vídeo da primeira parte do Na China.