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terça-feira, 5 de maio de 2009

Cliques

O movimento de 4 de maio, sobre o qual falei no último post, levou pouca gente às ruas, mas ainda assim quem foi fez barulho e alguns líderes chegaram a ser presos. A sacudida foi suficiente para acordar uma parcela intelectual da população que daria início ao movimento que desembocaria na fundação do Partido Comunista da China. Mas isso tudo a gente já viu ontem.

O que a gente ainda não tinha visto por aqui eram fotos da época. Então seguem duas, emprestadas do blog ilishi.com, que traz imagens antigas principalmente da China, mas também de outros acontecimentos marcantes mundo afora.


Neste clique, os revolucionários empunham duas bandeiras do primeiro período republicano chinês. Em tempos de governo central enfraquecido e tentantivas de volta ao império, era importante lutar pela democracia por meio da legitimação da república


Os estudantes de universidades conceituadas da China, especialmente a Universidade de Pequim (北京大学, Beijing Daxue, ou 北大, Beida) saíram às ruas da capital

Hoje, no meu parco mandarim, consegui entender que há registros de maio de 1968 em Paris.



Curti mesmo esta série de Suzhou, cidade conhecida pelos mais belos jardins da China. Os cliques são da década de 1980 e copio um aqui abaixo, mas sugiro fortemente todas as fotos. Os flagrantes da vida cotidiana de quase 30 anos são divertidos, e trazem um pouco do que era a moda e o estilo da época (e também lembra que estou velhinha)



Bueno, já que o tema que originou este post são os estudantes de 4 de maio de 1919, aqui vai o link para as imagens.

***

A China através das lentes de John Thomson - 1868-1872

Falando em fotos antigas, o Museu de Arte de Beijing exibe até 18 de maio A China Através das Lentes de John Thomson - 1868-1872. Thomson é um dos pioneiros do fotojornalismo. Nascido em 1837 em Edimburgo, na Escócia, mudou em 1862 para Cingapura e dali empreendeu diversas viagens asiáticas.

Quatro anos mais tarde iria viver em Bangcoc, capital tailandesa, e em 68 adotaria a então colônia britânica de Hong Kong, onde começou a estudar a cultura chinesa e a fazer viagens curtas à província vizinha de Guangdong. Em 1870, iniciou uma expedição pelo continente, que o levou até Fujian, no sudeste do país, passando pela então capital imperial, Beijing.

A viagem rendeu ao fotógrafo a alcunha de China Thomson na volta à Europa. E, claro, vários registros da época. A exibição que agora está em Beijing traz 150 imagens. A BBC preparou um slideshow com algumas delas, para quem tem preguiça de ir até o museu. Quem não tiver, siga o mapa. O museu fica na Fuxin Lu, número 9A, no Distrito Haidian.

Depois da capital chinesa, as fotos serão expostas em Fujian, de 14 de junho a 16 de agosto, em Guangzhou, de 26 de agosto a 27 de setembro, em Dongguan, de 3 de novembro a 2 de dezembro e, depois, no World Museum de Liverpool, em comemoração ao Ano Novo Chinês.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Voilà

Vou fazer um trabalho hercúleo, mas acho que será bacana. Migrar todo o China in Blog para este mesmo endereço, o janajan.blogspot.com.

Para quem não sabe, o China in Blog foi um diário que mantive de dezembro de 2007 a 2008 no portal clicRBS, numa parceria com a agência chinesa de notícias Xinhua. O foco era a China, onde moro até hoje, mas para onde recém tinha mudado. E, claro, havia o interesse olímpico.

Durante o período, outros fatos acabaram por marcar a cobertura, como o terremoto de 12 de maio em Sichuan. Os posts contam supresas, curiosidades, micos de alguém recém chegado ao país. Pensando bem, o trabalho será prazeroso, me fará ler as minhas primeiras experiências por aqui.

Se você acha que pode valer, vou migrando em ordem cronológica, gradativamente, sempre na tag China in Blog.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

E do Google nasceu um blog

Este post, originalmente, foi escrito para a rede Interatores. Mas achei por bem reproduzi-lo aqui. Quer dizer, fiz umas modificações no texto, mas a informação é, basicamente, a mesma.

Wang Jianshuo é um dos autores de blogs escritos por um cidadão chinês em inglês mais importantes da infosfera chinesa.

Morador de Shanghai desde 1995, Wang escreve desde 2002 todos os dias. O Google foi decisivo. Em 2000, ele havia escrito sobre o aeroporto internacional de Pudong, em Shangai. Publicou em algum canto da internet e um dia, ao fazer um busca no Google sobre Pudong, percebeu que havia apenas um texto em inglês sobre o local. O dele. Então decidiu que escreveria em inglês um artigo por semana. Eu achei tri bacana a história.

Pra melhorar, como veio o blog? Em 2002, recebeu um pedido de entrevista e concedeu. Só depois percebeu que não estava falando para um jornalista no sentido mais formal da palavra, mas para um blogueiro. E aí ele se encantou com o maravilhoso mundo das possibilidades de dividir o conhecimento com um determinado grupo de interesse.

Que grupo seria esse? Bueno, escrevendo um artigo por dia, parece que Wang escreve sobre tudo um tanto. É mais ou menos assim, mas não bem isso. Segundo ele, os temas escolhidos têm de ter a ver com Shanghai e têm de afetar a vida das pessoas de alguma forma. Sejam elas moradoras, turistas, gente de passagem pela cidade.

E eis o nosso garoto Microsoft, agora Ebay, mandando ver na informação. Anyway, o Google já te fez achar um nicho?

terça-feira, 31 de março de 2009

Ir para voltar

A China com doçura e poesia em prosa estrangeira tem endereço: o blog El Espigado, escrito com maestria pelo crítico literário espanhol Miguel Iglesias, o Miki. O guapo está de passagem por aqui, aliás com data para acabar, a próxima quarta-feira. Se você não tem preguiça de ler em espanhol, eu fortemente recomendo o clique.

Miki veio para a China morar com a namorada Teresa, que trabalha na Universidade de Pequim, a Beida para os mais íntimos do apelido chinês (formado pelas iniciais das duas palavras que compõem o nome, Beijing Daxue, ou como disse, Universidade de Pequim). Ela ainda cumpre o contrato por mais um tempo, regressa à Espanha e, depois, há planos de o casal vir morar por aqui. Eu fico torcendo.

Vi a Teresa três vezes, o Miki, duas. Não é preciso mais do que 10 minutos para perceber que conversar com a dupla será sinônimo de diversão, troca de informações e discussões diversas que vão desde o mundo chinês ao universo literário e à condição feminina. Passando por muitas outros temas, asseguro.

A conversa flui, o ritmo é bacana e as impressões são bárbaras. Miki, além de falar, escreve. São textos longos, mas tão delícia que você nem percebe, lê e ainda sente vontade de comentar no final. Para quem se convenceu, deixo aqui o link do meu texto preferido até agora.



La imagen és también de Miki, qué, no contento em solo escrivir com maestria, maneja muy bien las tecnicas de la fotografía. Esta es de Tiananmen, enero de 2009.

E, sim, entender espanhol não tem nada a ver com falar, como vocês perceberam.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ele voltou

Alexandre Almeida vem e volta do blog (dele), e a cada vez que volta, eu adoro. Hoje ele nos brinda com dois textos gigantes e adoráveis. Um deles caiu como uma luva, reproduzo o trecho aqui, sobre uma discussão surgida nos tempos do mestrado:

"Dizia-se que quem vem à China por um mês pode escrever um livro; quem vive cá um ano pode escrever um artigo; quem vive dois anos, pode escrever um parágrafo; e quem estuda a China durante muito tempo não consegue escrever nada. Estou a sentir esse processo no sangue".

Bueno, ele cá está há sete anos, talvez quase oito, e pode até sofrer o tal processo no sangue - como nós, brasileiros, talvez sentíssemos na carne. Mas a cada vez que arregaça as mangas e conta experiências no blog, deixa um pouco a impressão de que a tal discussão tem seus quês de verdade, mas tantos e tantos outros quês de mentira.

Impossível não se surpreender com a China e eis aí o material farto para quem transforma uma primeira olhada num relato escrito. São tantos os contrastes que fica difícil para o observador atento e talentoso fugir do desejo de escrever. Pensando no Alexandre e nos portugueses, parece-me que a única dica para este panorama fragmentado e fugaz (estou levando super a sério a coisa de um mês de China) vem de outro português, o Pero Vaz de Caminha, o gajo que se encarregou de escrever a Portugal o que recém haviam descoberto no que ainda não era Brasil, mas Terra da Vera Cruz.

"Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para alindar nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu", advertiu Caminha à Vossa Alteza, Dom Manuel I. Uma reprodução do documento original você vê aqui embaixo.



O fenômeno chinês, no entanto, é visto por mim de outras formas. Por mais efêmera que seja a passagem aqui, um visitante curioso se traveste de sinólogo, esquecendo-se de que, apesar da boa vontade, traz consigo enormes ignorâncias. Caminha explica que não quer alindar nem afear, e vai contar o que vê e o que pensa. Pois outro fenômeno dos sinólogos de ocasião, segundo prisma pelo qual vejo e percebo, esquecem-se de se apropriar deste pedaço de mundo a partir das suas próprias sensações e tornam a papagair mitos e preconceitos em relação aos chineses em suas próprias línguas, com toques ora mais irônicos, ora mais sóbrios, ora mais relaxados. Mas quase tudo, repito, já dito.

O que se repete? O estranhamento causado pelos molhos, sabores, temperos e ingredientes da culinária chinesa, das peculiaridades dos hábitos cotidianos chineses e das implicações políticas e socioeconômicas vividas pelo país após a fundação da Nova República pelo Partido Comunista da China, em 1949. Partem-se destes olhares para dar um giro de 360°e voltar ao mesmo lugar. E pronto, temos o livro.

No fim, parece-me, muitas vezes variações sobre o mesmo tema - e isso pode se aplicar a blogs, pílulas de futuros livros, salvo exceções, óbvio. Talento está aí para isso. Para mim, no entanto, dose de talento com base e conhecimento de causa garante uma fórmula certeira para uma análise interessante, um discurso mais profundo e maduro. Eis aí porque gosto de ler o Alexandre, eis porque adoraria lê-lo com mais frequencia.

Aliás, imagino que você também gostará, então se perdeu a oportunidade lá em cima, deixo aqui novamente o link. Não sem antes brindá-los com o espanto - e a ironia - do nosso distante Caminha, ao falar sobre as índias que encontrou no Brasil.



"Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.



E uma daquelas moças era toda tingida, de baixo a cima daquela tintura; e certo era tão bem feita e tão redonda, e sua vergonha (que ela não tinha) tão graciosa, que a muitas mulheres da nossa terra, vendo-lhe tais feições, fizera vergonha, por não terem a sua como ela".



As fotos são do Mário Vilela, da Funai. Aliás, a marca d'água ridícula em cima das fotos lindas já denuncia que as imagens são da Fundação Nacional do Índio.

quarta-feira, 11 de março de 2009

É bom viajar

Viajar é uma das melhoras invenções do mundo.



Nós brasileiros temos de agradecer ao ímpeto português de percorrer mares. Afinal, não fossem eles, nós não seríamos os brasileiros. Falamos um português diferente, maroto, enviesado, ou qualquer outra coisa que o valha. Nos apropriamos do caldo português, entornamos a mistura, botamos mais água para ferver bem e, no final das contas, com pitadas de exagero tropical, aprendemos, entre tantos outros, o valor de uma saudade.

Há quem sustente que somente os portugueses poderiam ter inventado a palavra saudade. Passavam tanto tempo a ver navios, longe de casa, saudosos de algo familiar, que precisavam batizar o sentimento. Pois foi por misto de saudade com certa familiaridade - ainda que apenas linguística - agora sem acento - àquele tempo que conheci o Paulo em Chengdu, capital da província de Sichuan.

Português viajando não seria bem uma novidade, mas parece que uma brasileira por aquelas bandas era coisa meio rara, tanto que o dono do bar onde estávamos, o Pepe (esse é o nome do dono, não o do bar), veio me falar, assim que soube minha nacionalidade:

- Quero que você conheça o Paulo, ele mora aqui e está com saudades de falar português.

Feito, conheci o guri, que é gente boa pra caramba e no dia seguinte já estava num restaurante com ele e os amigos, donde seguimos para uma danceteria. Os nomes, esqueci todos, tanto dos lugares, quanto dos amigos. Pra minha sorte, mantive contato com o Paulo, e vez que outra nos falamos via msn. Aqui ao lado na lista, tem o blog dele. Ali mantenho um baita contato, fico sabendo das andanças do moço.

Ele é português... curioso por conhecer lugares! Mas melhor do que isso, ele ainda partilha as experiências, que se revelam deliciosas em fotos lindas e textos leves.



Vez que outra ele fala do cotidiano, afinal, descobrir o novo é também olhar ao nosso redor - especialmente quando estamos em outro país. Mas agora, especialmente, está contando a viagem que fez nas últimas férias.



O mapa que abre este post - e mostra o roteiro percorrido pelo Paulo, cujo sobrenome é Xavier - te interessou? As fotos roubadas lá do blog do Paulo te chamaram a atenção? Não perca tempo e clique aqui para saber mais e mais o que este gajo está a contar.

terça-feira, 10 de março de 2009

单位

Danwei (单位) é unidade de trabalho em mandarim.

Poderia significar apenas isso, o local onde se trabalha. Mas o apelo é mais forte, e quem explica é a Lijia Zhang, uma jornalista chinesa por quem estou apaixonada. Estou lendo Socialism is Great, o livro em que ela conta o começo da vida profissional em uma fábrica chinesa no final dos anos 1970.

Naqueles tempos de controle forte sobre a vida do cidadão, era por meio do danwei (ou 单位) que o governo mantinha o vivente na linha. O documento indicava exatamente o local de trabalho do cidadão - o número da unidade para a qual servia -, o que, na prática, não só garantia acesso à previdência social, mas o direito a casar e ser cremado ou enterrado em caso de morte. Trivialidades...

Pois um dos sites chineses mais bacanas que conheço adotou não só o nome Danwei, como a ideia de formar uma unidade de trabalho. Ali, estão reunidas discussões - mas em inglês - sobre mídia chinesa, propaganda e a vida nas grandes cidades. Imperdível.

Todos os anos (e eles estão ativos desde 1990, então entendem do riscado), eles escolhem os melhores blogs em inglês sobre a China, basicamente Trabalhadores Modelo para a Unidade de Trabalho. Quem quiser ver, pode clicar aqui.



Os tais trabalhadores modelo é outra herança do conceito de 单位. Minha amiga Zhang foi indicada uma vez para o posto, mas, na época, não levou a distinção devido a uma jaqueta de oncinha que costumava usar e que era muito padrão burguês ocidental para a concepção do chefete recém saído do casulo forçado imposto aos chineses nos anos de Mao. Comportamento padrão dentro da fábrica, mas trajes adequados fora dela. E quem liga para uma certa divisão entre vida privada e profissional?

No site, os editores pegaram o conceito de Modelo emprestado e embarcaram de vez na ironia. Segundo eles, os ganhadores são escolhidos pelo Comitê Central do Danwei, sem nenhum tipo de democracia ou votação envolvidas.

Zhang conta no livro sobre o momento em que disputou a vaga com outra colega. "Os nossos nomes foram postos em consideração. A eleição era um exercício de democracia centralizada, democracia sob orientação central, com o líder sempre tendo a palavra final - esse era o jeito como a China se movia". Bueno, pelo menos no site não há pretensa participação.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Comer, comer


Este post é só para dar uma dica deliciosa: a reunião dos melhores blogs grastronômicos do Brasil numa só página. Fiquei com água na boca, depois de roubar a dica ali do Sérgio.

Engraçado é como há posts sobre comida chinesa, especialmente porque com a chegada do Ano-Novo chinês, teve muito blogueiro que resolveu aproveitar a data para se aproximar da culinária deste lado de cá.

Aqui tem uma história bacana do jornalista Daniel Buarque, que foi ao Chi Fu, restaurante chinês no bairro da liberdade, em São Paulo - que eu não conheço, mas fiquei com vontade de desde que o Sérgio havia me falado sobre ele.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O mundo lusófono está na China


"É um ópio...esta China! Que o vício da escrita (e o da leitura também) venha dar a este blog!". É acertando na mosca em relação ao ópio que é a China e pedindo leituras e escritas viciantes que a jornalista Vera Pêneda apresenta o seu De olho no Dragão.

Eu ontem estava procurando mais e mais blogs em português que falassem sobre a China (até agrupei-os na lista aí ao lado) e me deparei com o De Olho. A Vera é conhecida desde os tempos que chegou a Beijing, amiga de festas, amiga de outras horas. Mas não sabia que ela tinha um blog. Foi depois de buscar referências em Macau que descobri o diário desta jornalista portuguesinha que está por estas bandas há bem mais de um ano.

Minha intenção é, mesmo que os links estejam ali ao lado para vocês clicarem, falar um pouco de por que escolhi os blogs que estou recomendando. Algo como: leiam porque eu acho isso. Tudo bem, minha opinião pode até nem ser tão válida, mas se você está me lendo por aqui, imagino que dê bola para o que eu penso.

O blog da Vera tem inúmeras coisas giras. O layout é agradável, só pra começar. Os textos são uma delícia e a construção tem uma unidade que poucos conseguem dar, especialmente porque a moça é fã do teclado e digita posts grandes. Mais do que recomendadíssimos. Leitura é um vício, a Vera já avisou.

Para mim, outro destaque nos textos da Vera são a diversidade de temas que ela aborda e a quantidade de fontes que usa ao discorrer sobre os temas. Trabalho de quem pesquisou, se interessa, conhece e quer dividir o que sabe. Eu virei fã, irei sempre lá me informar mais e mais.

E, bom, tem mais uma coisinha. Ler em português de Portugal é um prazer por si só. Parece que a língua tem um tratamento mais elegante. E, claro, vários "c" que eu não sei pra que servem, de facto, mas que fazem parte da prosa escrita dos nossos lusófonos europeus.

Bueno, chega de ler sobre a Vera aqui. Quem perdeu a chance de clicar lá em cima, agora não tem mais desculpa. Tó o link!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Visitas ilustres


Cama de casal na casa que visitamos em Houhai (后海)
Foto: Guia turística dona de um inglês assim, assim

Desde domingo, estão aqui comigo a Tati Klix, autora do blog Ida&Volta, e a Irmgard (figura graças a qual muita gente pegou carona para Machu Picchu).

A Tati já começou a contar as aventuras chinesas, e sempre acho uma delícia ver nos outros as novidades que pra mim não são tão novas. A cereja do bolo desta vez, e que vocês vão acompanhar pelo olhar da Tati o que se descobre pelas ruas de Beijing - e de Shanghai, Hong Kong, Macau... e outras cidades no roteiro desta viajante (eu, aliás, vou acompanhá-la um pouco pela trip chinesa).

Sempre turista

A foto que ilustra este post foi tirada em uma casa tipicamente chinesa dentro da região de Houhai. Tipicamente chinesa significa uma moradia retangular, com um pátio no meio, cuja distribuição dos cômodos demonstra a hierarquia e o poder da família.

Avós - ou pais - ao fundo, filhos mais velhos ao leste (ponto cardeal considerado "melhor"), porta a sudeste.

A rápida explicação sobre a arquitetura tão típica chinesa teve um preço: 20 yuans. Algo por cerca de 10 minutos. Na conversão para o real, sai barato, em torno de R$ 7. Mas por aqui, achei até salgado. E fomos levadas ao local pelo tiozinho do riquixá. Imagino que seja tudo para ganhar um troco ali, outro troco aqui.

Mas que fazer turismo e bom, e bom, não?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

As mulheres e os blogs

Você sabia que a China tem 47 milhões de blogueiros, a maioria dos quais, mulheres?

O número, passado por mim pelo meu colega jornalista e gaúcho Glênio Paiva, que desde outubro tambem está na Xinhua, mostra que um quarto dos internautas chineses escrevem em blogs e que os diários online registrados já passaram os 33 milhões desde que a moda começou na China, há cinco anos.


Os números têm como base uma pesquisa feita pelo Centro de Informação da Internet na China, quando foram entrevistados 1.862 internautas chineses na segunda metade de novembro.


De acordo com a pesquisa, 57% dos blogueiros chineses são mulheres, enquanto entre os 180 milhões de internautas chineses, 45% são mulheres.

Falar em mulher escrevendo blog - sobre a China ou da China - acho super querido o modo como o blog me aproxima do meu mundo aí no Rio Grande do Sul. Eis que o Gerson comentou abaixo sobre cerveja em Ibicuí. Bueno, a casa do Luiz e do Motta foi meu endereço de Ano-Novo em muitos e muitos 31 de dezembro. Se conheces Ibicuí e és de Novo Hamburgo, com certeza sabes do que estou falando.

Já a Michelle me escreveu pra perguntar de Terra de Areia, pois leu que eu me criei lá. Fã de jornalismo e da China, a guria agora precisa fazer um trabalho sobre a cidade onde eu cresci, e me pediu umas dicas, via e-mail. Espero ter te ajudado, querida.