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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
I like you so much better when you're naked
A norueguesa Ida Maria faz um indie rock nórdico fofinho pra se divertir. A música do clipe aí é daquelas que me fazem ter vontade de sair pulando enquanto tou dançando, balançando os cabelos dum lado pro outro. Uma coisa estilo
- Girls & Boys, Blur
- Every Day I Love You Less and Less, Kaiser Chiefs
- Its the End of the World as We Know It, REM
- General, Ultramen
- Lunático, Cachorro Grande
e várias outras. Várias
**
Ah, o site oficial da Maria http://www.islanddefjam.com/artist/home.aspx?artistID=7293
domingo, 26 de julho de 2009
Som na caixa
A Google resolveu no início do ano entrar para valer no mercado chinês. Para isso, fez um acordo com algumas gravadoras e disponibilizou, tipo assim, 2 milhões de arquivos para download, gratuito, legal e etc. Não sei se funciona fora da China, mas se funciona, aqui vai um link para as cantoras mundo afora http://www.google.cn/music/artistlibrary?region=eu_us&type=female&expanded_groupings=CN,EU_US,JP_KR,OTHERS . Logo abaixo, tem para cantores e depois, bandas. E vale também ir navegando, tentando, achando, ou não.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Desejo e Perigo atrasados
Salas de cinema de São Paulo e Rio exibem desde a última sexta-feira a produção Desejo e Perigo (2007) (http://www.bvi.com.tw/movies/lust_caution/main.html), de Ang Lee, o cara que sempre será lembrado por Brouckback Mointain ou, menos honroso, por Hulk - que eu não vi e nem pretendo.
Passei a tarde agora lendo sobre o filme e me deparei com críticas - todas em português - que exaltam a beleza do filme e outras que dizem se tratar de uma obra certinha, capaz de trazer elementos de suspense, amor, além de conter uma ambientação histórica impecável e só. Para mim, o só já significa tudo.
Sim, concordo que uma história de amor é meio demais para retratar um jogo tão complicado como aquele envolvendo um espião que delata, tortura e não está nem aí na Shanghai ocupada pelos japoneses da década de 1940. E o filme é por aí. Nem vou dizer que a personagem era uma mocinha tonta que se destaca por seus dotes pra que você não perca a vontade de ver. Até porque vale muito a pena.
Eu vi duas vezes, ambas no cinema, e isso que por aqui cinema está longe de ser barato, coisa de R$ 20, R$ 30, dependendo da sala. A primeira, logo depois de ser lançado e ter provocado polêmica pelas cenas de sexo e de violência - tem um assassinato na trama -, foi em Hong Kong. Estava curiosa pela versão sem cortes e resolvi gastar o pouco tempo que tinha na cidade enfiada duas horas e meia numa sala escura. Adorei.

De volta à capital chinesa, faltou mesmo o sexo e o assassinato. Mesmo que os cortes sejam assinados pelo próprio Ang Lee, faltou vigor. E, neste ponto, discordo de quase todos que dizem se tratar de um filme erótico. Pra mim, a intimidade da menina e do malvadão só se revela na cama, e vai fazer todo o sentido depois.
Na época, logo vi DVDs piratas sendo vendidos pelas ruas de Beijing. Sem cortes, diga-se. Foi uma bela lição sobre o modus vivendi chinês. A gente proíbe o que considera ruim e faz de conta que todos aceitarão os limites. E todos fingem que não sabem como ultrapassá-los. Até acho que a grande maioria não sabe, mas isso é outra história.
Desejo e perigo em chinês é 色,戒, que em mandarim lemos Shai Jie. Aí vai o trailer, em português mesmo.
Uma das cenas mais sensuais pra mim, não eróticas, é quando a atriz, Wei Tang, canta 天涯歌女,ou a Cantora Errante, que pode ser lido como Tianya Genu, para o amante, vivido por Tony Leung Chiu Wai. Aliás, graças ao filme, comecei a achar o cara O cara sensual da China, isso que ainda nem vi todos os filmes do Wang Karwai que ele faz, como Amor à Flor da Pele. Bueno, segue esta palhinha pra vocês.
A música originalmente foi cantada por Zhou Xuan, atriz chinesa famosa lá longe. Olha a performance de 1937 aí, gente.
Aliás, as duas personagens vestem qipao (旗袍), que é como são chamados os maravilhosos vestidos chineses, criação de Shanghai, onde se passam as duas tramas apresentadas rapidamente nas imagens acima.
Drops
Wei Tang (http://www.tang-wei.org/) foi banida da mídia chinesa após protagonizar as cenas de sexo e hoje vive em Hong Kong.
Passei a tarde agora lendo sobre o filme e me deparei com críticas - todas em português - que exaltam a beleza do filme e outras que dizem se tratar de uma obra certinha, capaz de trazer elementos de suspense, amor, além de conter uma ambientação histórica impecável e só. Para mim, o só já significa tudo.
Sim, concordo que uma história de amor é meio demais para retratar um jogo tão complicado como aquele envolvendo um espião que delata, tortura e não está nem aí na Shanghai ocupada pelos japoneses da década de 1940. E o filme é por aí. Nem vou dizer que a personagem era uma mocinha tonta que se destaca por seus dotes pra que você não perca a vontade de ver. Até porque vale muito a pena.
Eu vi duas vezes, ambas no cinema, e isso que por aqui cinema está longe de ser barato, coisa de R$ 20, R$ 30, dependendo da sala. A primeira, logo depois de ser lançado e ter provocado polêmica pelas cenas de sexo e de violência - tem um assassinato na trama -, foi em Hong Kong. Estava curiosa pela versão sem cortes e resolvi gastar o pouco tempo que tinha na cidade enfiada duas horas e meia numa sala escura. Adorei.

De volta à capital chinesa, faltou mesmo o sexo e o assassinato. Mesmo que os cortes sejam assinados pelo próprio Ang Lee, faltou vigor. E, neste ponto, discordo de quase todos que dizem se tratar de um filme erótico. Pra mim, a intimidade da menina e do malvadão só se revela na cama, e vai fazer todo o sentido depois.
Na época, logo vi DVDs piratas sendo vendidos pelas ruas de Beijing. Sem cortes, diga-se. Foi uma bela lição sobre o modus vivendi chinês. A gente proíbe o que considera ruim e faz de conta que todos aceitarão os limites. E todos fingem que não sabem como ultrapassá-los. Até acho que a grande maioria não sabe, mas isso é outra história.
Desejo e perigo em chinês é 色,戒, que em mandarim lemos Shai Jie. Aí vai o trailer, em português mesmo.
Uma das cenas mais sensuais pra mim, não eróticas, é quando a atriz, Wei Tang, canta 天涯歌女,ou a Cantora Errante, que pode ser lido como Tianya Genu, para o amante, vivido por Tony Leung Chiu Wai. Aliás, graças ao filme, comecei a achar o cara O cara sensual da China, isso que ainda nem vi todos os filmes do Wang Karwai que ele faz, como Amor à Flor da Pele. Bueno, segue esta palhinha pra vocês.
A música originalmente foi cantada por Zhou Xuan, atriz chinesa famosa lá longe. Olha a performance de 1937 aí, gente.
Aliás, as duas personagens vestem qipao (旗袍), que é como são chamados os maravilhosos vestidos chineses, criação de Shanghai, onde se passam as duas tramas apresentadas rapidamente nas imagens acima.
Drops
Wei Tang (http://www.tang-wei.org/) foi banida da mídia chinesa após protagonizar as cenas de sexo e hoje vive em Hong Kong.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Cervelle de pigeon
Esquenta em Beijing e a pedida é sair à rua. Bicicletas, amigos, quem sabe música e cervejinha antes ou depois do passeio. Pois foi este o programa do final de abril, com minhas amigas Paula e Tarsila e o francês Pierre, que de violão em punho nos brindou com Adieu minette, ou Adeus, garota.
A música de Renaud, um sessentão francês que bebeu da fonte do movimento estudantil de 1968 em Paris para começar a compor e protestar contra os hábitos da pequena burguesia, as injustiças sociais e todas estas outras futilidades da boa vida não proletária, tem uma ironia e um sarcasmo rasgados para falar destas garotas cabecinha de vento. Na versão francesa, "cérebro de pomba", expressão que dá título a este post.
Eu, cerebrinho avícola (com todo o respeito à classe penosa) fiquei com o som francês na cabeça, peguei uma câmera e saí por Beijing cantarolando à noite, pra tentar registrar a capital num quê de escuro, mas em temperaturas pra lá de agradáveis, como estas nas casas dos 20ºC que agora são comuns por aqui quando cai o sol.
O registro ruim somado à inabilidade no editor de vídeos não garante um resultado dos mais animadores. Mas é de coração, espero que cliquem.
A música de Renaud, um sessentão francês que bebeu da fonte do movimento estudantil de 1968 em Paris para começar a compor e protestar contra os hábitos da pequena burguesia, as injustiças sociais e todas estas outras futilidades da boa vida não proletária, tem uma ironia e um sarcasmo rasgados para falar destas garotas cabecinha de vento. Na versão francesa, "cérebro de pomba", expressão que dá título a este post.
Eu, cerebrinho avícola (com todo o respeito à classe penosa) fiquei com o som francês na cabeça, peguei uma câmera e saí por Beijing cantarolando à noite, pra tentar registrar a capital num quê de escuro, mas em temperaturas pra lá de agradáveis, como estas nas casas dos 20ºC que agora são comuns por aqui quando cai o sol.
O registro ruim somado à inabilidade no editor de vídeos não garante um resultado dos mais animadores. Mas é de coração, espero que cliquem.
Bici à noite from Janaína Camara da Silveira on Vimeo.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Indie com safona do café da manhã ao jantar
Precisando de trilha nova pro radinho? Apolônio nele.
A trilha é nova, a banda é nova. Mas depois que a gente ouve, cai de amores e repete sem parar, caso da fofa Bitter Escape, a música de trabalho da moçada com os pés em São Paulo e raízes Brasil afora. Batidas repetidas, no entanto, não fazem com que o frescor se perca. Até dá vontade de ouvir mais.
Quem está pelo Brasil tem sorte. Pode conferir de perto. Sábado a pedida é o Clube Praga (SP), casa do Mairena, casa da banda. É que o Mairena, guitarra e vocal, estavá lá batendo um papo com Ablo quando começaram a compor as sete músicas que deram origem à Apolônio. Ablo responde pela sanfona e beats - e pelo toque de originalidade ou sofisticação da sanfona como uma guitarra base. Puro luxo. Ou puro talento.
Do som da dupla para a estréia da temporada como um sexteto foram só sete meses. E a coisa vai bem, obrigado. Em junho, dois shows estão programados. Outra vez dia 9, no Studio SP. E no dia 18, ai, vontade de estar em Porto Alegre, eles estarão no Porão do Beco. Eu iria.
Quem me contou estas novidades, e também que a turnê mundial no sul do Brasil ainda passará por São Jerônimo e Santa Maria (Amén), foi o Malásia, que assumiu a percussão neste balacobaco. A conversa sobre a Apolônio foi mais ou menos assim:
- Tu vai gostar - disse ele, via msn.
- Cara, essa Bitter Escape é tão fofa. Dá pra ouvir o dia inteiro - respondi eu.
- Eu achei lindo o som. Calmo. Bonito, tranquilo, gostoso de ouvir. Lindo, lindo - disse de novo, que era pro Malásia sacar que eu curti mesmo.
- Que bom. Fico feliz em saber. Ao vivo é mais orgânico, na verdade - respondeu ele.
Pô, meu filho que está no Brasil. Tá esperando o que pra ir ver este povo? A história toda da banda, aliás, me pareceu tão orgânica e tão natural, que aposto como dará supercerto.
Mais um pouquinho, contado pelo Malásia.
"A banda começou só com o Mairena e o Pablo, que fizeram as músicas. Mairena fez guitarra, batidas e voz e letras. E o Pablo gravou a sanfona, fez baixo e algumas outras batidas. Largaram as 7 músicas no myspace, rolou um feedback e eles chamaram uns amigos pra tocar essas músicas ao vivo, num show pra mulher do Pablo, que adora. Aí embalou e virou banda mesmo, nos estrosamos rapidamente".
E eu me entrosei na turma de fãs.
:)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Stand by me
Essa dica veio do Twitter, roubei lá do Tiago. Primeiro você assiste, depois a gente conversa.
Stand By Me from David Johnson on Vimeo
O vídeo aí de cima integra o projeto Playing for Change: Peace Through Music, documentário dos diretores Mark Johnson e Jonathan Walls. Em 2005, eles já haviam lançado outro documentário, com músicos de rua. Desta vez, escolheram 100 músicos em diversos cantos do mundo, do Tibete ao Zimbábue. Do Rio, vem o Cesar Pope, pelo menos em Stand By Me, que já está disponível na web. Além de reunir esta gente tocando e cantando, o documentário traz depoimentos dos músicos.
O projeto será lançado em CD e DVD e também no site da Fundação Playing for Change (Tocando por mudanças, numa tradução livre). A idéia, além de mostrar a música pelo mundo, é ajudar na vida das pessoas, efetivamente. O primeiro centro já existe em Gugulethu, África do Sul.
Segundo Johnson, a ideia surgiu há sete anos, a partir de um conceito simples, o de que a música sempre foi uma linguagem universal. A partir daí surgiu o projeto, que se classifica como um movimento multimídia cirado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo. Eu achei tão legal que vou dar um replay no vídeo. E você?
Stand By Me from David Johnson on Vimeo
O vídeo aí de cima integra o projeto Playing for Change: Peace Through Music, documentário dos diretores Mark Johnson e Jonathan Walls. Em 2005, eles já haviam lançado outro documentário, com músicos de rua. Desta vez, escolheram 100 músicos em diversos cantos do mundo, do Tibete ao Zimbábue. Do Rio, vem o Cesar Pope, pelo menos em Stand By Me, que já está disponível na web. Além de reunir esta gente tocando e cantando, o documentário traz depoimentos dos músicos.
O projeto será lançado em CD e DVD e também no site da Fundação Playing for Change (Tocando por mudanças, numa tradução livre). A idéia, além de mostrar a música pelo mundo, é ajudar na vida das pessoas, efetivamente. O primeiro centro já existe em Gugulethu, África do Sul.
Segundo Johnson, a ideia surgiu há sete anos, a partir de um conceito simples, o de que a música sempre foi uma linguagem universal. A partir daí surgiu o projeto, que se classifica como um movimento multimídia cirado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo. Eu achei tão legal que vou dar um replay no vídeo. E você?
quinta-feira, 2 de abril de 2009
As brincadeirinhas de Patrícia
A Patrícia é o tipo de garota que você conhece e aprende a gostar logo. Nem que esse logo demore uns seis meses, como foi o meu caso. Quer dizer, o não ter gostado antes não foi questão de antipatia, apenas pura falta de oportunidade. Agora eu já sei que ela é a amiga aborígene uberzegzy com quem você come e bebe na árvore.
Sim, talvez nada disso tenha feito sentido pra você, mas fato é que toda a sexta-feira Patrícia vem com suas brincadeiras no Facebook. Hoje ela adiantou para quinta-feira, eu resolvi copiar e colar aqui.

Top 5 - current cute songs I can't stop playing
Patricia Camelo at 18:21 on 02 April
+ Phoenix - 1901
+ The Magnetic Fields - I don't want to get over you
+ Shout Out Louds - Tonight I have to leave it
+ Julieta Venegas - Me voy
+ The Whitest Boy Alive - Figures
Janaina Camara Da Silveira at 18:33 on 02 April
+ Phoenix - 1901 (Patricia, Patricia) (www.wearephoenix.com)
+ Tonho Crocco - Teto Solar (www.tonhocrocco.com)
+ Beck - Girl (www.beck.com)
+ Cachorro Grande -Velha Amiga (www.cachorrogrande.com.br)
+ Bob Dylan - Spirit on the Water (www.bobdylan.com)
**
If you wanna go on it, just check on websites. They have the musics
**
I'm traveling by land
Traveling through the dawn of day
You're always on my mind
I can't stay away
*******
E você, tem vontade de me dizer quais são as músicas fofas que não saem da sua radiola no momento?
Sim, talvez nada disso tenha feito sentido pra você, mas fato é que toda a sexta-feira Patrícia vem com suas brincadeiras no Facebook. Hoje ela adiantou para quinta-feira, eu resolvi copiar e colar aqui.
Top 5 - current cute songs I can't stop playing
Patricia Camelo at 18:21 on 02 April
+ Phoenix - 1901
+ The Magnetic Fields - I don't want to get over you
+ Shout Out Louds - Tonight I have to leave it
+ Julieta Venegas - Me voy
+ The Whitest Boy Alive - Figures
Janaina Camara Da Silveira at 18:33 on 02 April
+ Phoenix - 1901 (Patricia, Patricia) (www.wearephoenix.com)
+ Tonho Crocco - Teto Solar (www.tonhocrocco.com)
+ Beck - Girl (www.beck.com)
+ Cachorro Grande -Velha Amiga (www.cachorrogrande.com.br)
+ Bob Dylan - Spirit on the Water (www.bobdylan.com)
**
If you wanna go on it, just check on websites. They have the musics
**
I'm traveling by land
Traveling through the dawn of day
You're always on my mind
I can't stay away
*******
E você, tem vontade de me dizer quais são as músicas fofas que não saem da sua radiola no momento?
quarta-feira, 18 de março de 2009
O cachorro roqueiro tibetano que meditava
Zheng Jun (郑钧) é um roqueiro quarentão chinês (e gato, vai) que entre outras pérolas, gravou em mandarim uma versão para Yellow, a fofa música do Coldplay. Para quem ficou curioso, o clipe está no final deste post. Para quem aguenta esperar, vou contar outra história sobre o cantante, antes mostrando por que eu disse que o moço era bonitão - a foto foi roubada do blog dele, cujo link abre este post, mas está tudo em chinês, já vou avisando.

Zheng tem outras duas paixões, além da música: quadrinhos e animais. E parece que o moço é criativo. Juntou todas elas para criar o Tibetan Rock Dog, uma história bacana, cheia de referências pop e trocadilhos em chinês - esta parte eu perdi...
A história começa no Tibet, onde o mastim Metal (麦头) nasceu. Ele cresceu num templo budista, depois que os pais morreram ao tentarem proteger camponeses. No templo, o avô, que aprendeu a meditar e a falar a língua dos homens depois de alcançar o mais alto grau da yoga canina, ensina a Metal os segredos da meditação canina e sobre o inimigo dos cães, o lobo tibetano.

Eis que um rock star adota Metal e traz o cão para Beijing, onde ele forma uma banda de... rock. Ah, os cães iluminados, além de conseguirem conversar com as pessoas, também podem tocar instrumentos!
Zheng já anunciou que vai transformar a história - lançada pela primeira vez há quatro anos - em filme. Eu achei divertidíssimo e, sinceramente, espero que ele faça isso. Ele quer conquistar o mesmo sucesso de Kung Fu Panda. Bobo ele não é, né: E é gato, eu já disse.
Agora, vamos à banda do Metal:
Nas guitarras, Zorro (佐罗), um dinamarquês cujo dono é também dono de um estúdio de tatuagens
Nos teclados, iKey, um labrador viciado em internet, culpa do dono, que trabalha em uma companhia de TI
Na bateria, Vaisly (瓦西里), um rotweiller descendente de família de cães que conhecem artes marciais
Wangcai (旺财), um são bernardo vegeteriano. Ele deixou de comer carne depois de encher o saco porque vivia em um restaurante de churrasco coreano, onde os clientes sempre insistiam em comê-lo. No pior sentido. O que me fez pensar se este cãozinho talvez seja veggie
Dingding (丁丁), um shnauzer hábil em bater papo, que virou o produtor da banda
Vivian (薇薇安), a golden retriever namorada do Metal

**
Esta não é a primeira vez que Zheng usa a temática Tibet. Ele tem uma música chamada De Volta a Lhasa. Esta você poderá escutar após o vídeo e a letra em mandarim para a versão de Yellow, que entre os chineses ficou conhecida como Meteoro, ou 流星 (líuxīng).
流星
我想知道流星能飞多久
它的美丽是否
值得去寻求
夜空的花
散落在你身后
幸福了我很久
值得去等候
于是我心狂奔
从黄昏到清晨
不能再承受
情愿坠落在你手中
羽化成黑夜的彩虹
蜕变成月光的清风
成月光的清风
我纵身跳
跳进你的河流
一直游到尽头
那里多自由
我许个愿
我许个愿保佑
让我的心凝固
在最美的时候
情愿缀落在你手中
羽化成黑夜的彩虹
情愿不再见明媚的天
不再见明媚的天
幸福跳进你的河流
一直游到尽头
跳进你的河
我许个愿保佑
在最美的时候
我许的愿
我想知道
流星能飞多久
幸福了我很久
**
Agora, De Volta a Lhasa
terça-feira, 17 de março de 2009
Japa Jazz
Assim, lá pelos anos 1990 a japinha Monday 満ちる (que lemos Michiru) iniciou no Japão o movimento de jazz e até hoje vai num clima acid jazz, smooth jazz e por aí vai. Pudera, a moça respira jazz.
Ela nasceu em 1963, filha da pianista japa de jazz Toshiko Akiyoshi e do saxofonista Charlie Mariano. Verdade que ela ganhou notoriedade no cinema, ao estrelar Hikaru Onna, filme de 1987 - pelo qual foi premiada pela academia japonesa. Mas logo ela se voltou para a música.
Até em casa ela mantém a paixão. Hoje ela mora em Nova York com o marido, o trumpetista Alex Sipiagin. O som de hoje é You Make Me, o hit da japonesa. Gostoso para manhãs de sol.
Ela nasceu em 1963, filha da pianista japa de jazz Toshiko Akiyoshi e do saxofonista Charlie Mariano. Verdade que ela ganhou notoriedade no cinema, ao estrelar Hikaru Onna, filme de 1987 - pelo qual foi premiada pela academia japonesa. Mas logo ela se voltou para a música.
Até em casa ela mantém a paixão. Hoje ela mora em Nova York com o marido, o trumpetista Alex Sipiagin. O som de hoje é You Make Me, o hit da japonesa. Gostoso para manhãs de sol.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Boa música para o finde
Hoje o blog está com preguiça.
Vamos ficar com Bod Dylan
"You do good all day
And then you do wrong all night
When you're with me
I'm thousand times happier than I could ever say
What does it matter?
Or what price I pray?"
e Madeleine Peyroux.
Duvido que não levante o astral de qualquer um. Eu sugiro estas duas canções para um delicioso café da manhã em casa. Solzinho, boa companhia e a certeza de um dia perfeito.
Vamos ficar com Bod Dylan
"You do good all day
And then you do wrong all night
When you're with me
I'm thousand times happier than I could ever say
What does it matter?
Or what price I pray?"
e Madeleine Peyroux.
Duvido que não levante o astral de qualquer um. Eu sugiro estas duas canções para um delicioso café da manhã em casa. Solzinho, boa companhia e a certeza de um dia perfeito.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Uma brincadeira
Veio do Facebook, mas como eu fiz a lista, vou copiar aqui.
1. How am I feeling today?
Marina - Charme do Mundo
2. How far will I get in life?
Beatles - When I'm 64
3. What is my best friend’s theme song?
Vinicius de Moraes - Onde Anda Vocë
4. What was high school like?
Nação Zumbi - A Praieira
5. How will today be?
Belle & Sebastian - Like Dylan in the Movies
6. What is in store for me this weekend?
Diana King - I Say a Little Prayer for You
7. What is the best thing about me?
Chico Buarque - Folhetim
8. What song describes my parents?
The Platters - Smoke Gets in Your Eyes
9. How is my life going?
Cazuza - Blues da Piedade
10. What song will they play at my funeral?
Some samba
11. How does the world see me?
Santo Forte - Ultramen
12. What do my friends think of me?
Dívida - Ultramen
13. Do people secretly think I’m good looking?
Jorge Ben Jor - Ela é Gostosa
14. How can I make myself happy?
Os Mutantes - A Minha Menina
15. What should I do with my life?
Os Mutantes - Top Top
16. What is some good advice?
Bob Marley - Three Little Birds
17. Will I get married?
Vinicius de Moraes - Regra Três
18. Where will I go in life?
Chico Buarque - A Banda
19. Will I Have Kids?
Toquinho - O Filho que Eu Quero Ter
20. What is my current theme song?
Caetano Veloso - Ta Combinado
1. How am I feeling today?
Marina - Charme do Mundo
2. How far will I get in life?
Beatles - When I'm 64
3. What is my best friend’s theme song?
Vinicius de Moraes - Onde Anda Vocë
4. What was high school like?
Nação Zumbi - A Praieira
5. How will today be?
Belle & Sebastian - Like Dylan in the Movies
6. What is in store for me this weekend?
Diana King - I Say a Little Prayer for You
7. What is the best thing about me?
Chico Buarque - Folhetim
8. What song describes my parents?
The Platters - Smoke Gets in Your Eyes
9. How is my life going?
Cazuza - Blues da Piedade
10. What song will they play at my funeral?
Some samba
11. How does the world see me?
Santo Forte - Ultramen
12. What do my friends think of me?
Dívida - Ultramen
13. Do people secretly think I’m good looking?
Jorge Ben Jor - Ela é Gostosa
14. How can I make myself happy?
Os Mutantes - A Minha Menina
15. What should I do with my life?
Os Mutantes - Top Top
16. What is some good advice?
Bob Marley - Three Little Birds
17. Will I get married?
Vinicius de Moraes - Regra Três
18. Where will I go in life?
Chico Buarque - A Banda
19. Will I Have Kids?
Toquinho - O Filho que Eu Quero Ter
20. What is my current theme song?
Caetano Veloso - Ta Combinado
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Mas que nada
No último sábado, comemoramos o aniversário da Paula no Yu Gong Yi Shan, casa de espetáculos aqui de Beijing, uma das minhas preferidas pra sair na noite. É ali que quem procura música ao vivo de qualidade deve ir na capital chinesa. Bom, tem o Mao e o 2Kolegas também, mas sobre estes dois bares eu falo outra hora.
As atraçoes vao de gente conhecida por estas bandas - e até de outras, como o caso do AIR -, até gente que está começando por aqui. E o palco é democrático, vai de reggae a música experimental, passa por uma pegada rock n'roll, flerta com funk, se esbalda com blues e cai no samba.
Pois sábado, havia duas bandas, a chinesa Daya Band (大伢乐队) e a Mama Funker, esta última com os vocais e a guitarra do brasileiro Fábio, nascido no Pará, criado em Sao Paulo e expatriado na China - há pouco menos de um ano em Beijing. Foi neste meio tempo que ele deu início ao projeto, que traz a guitarra virtuosa do cubano Hansel, o baixo pesado e melódico de Tim, da ilhas de Dominica, e, pra honrar os donos da casa, os chineses, as baquetas estao sob o comando de Peng Fei.
A mistura multicultural deu um caldo bacana ao suingue brasileiro que nos palcos chineses aposta em funks e souls Tim Maia e Ed Motta, Lenine e até cai num roquezinho fofo do Capital Inicial, com os versos de Primeiros Erros. Pasmem, ou, pelo menos, eu pasmei: a estrangeirada, que na grande maioria nao entende lhufas do que está sendo cantado no palco, embala que é uma beleza e, além de pular e dançar, arrisca umas sílabas dos refroes.
Nem preciso dizer que o aniversário da Paula foi um sucesso, que o show foi um sucesso e que pra quem curtiu e quer mais, a boa notícia é que teremos repeteco. Nos dias 8 e 20 de fevereiro, a Mama Funker tocará no Mao Live (juro, juro que falo desta casa outra hora) e no dia 26 estará de volta ao Yu Gong Yi Shan. Aliás, quer saber mais sobre o YGYS - que é como os íntimos do local grafam o nome -, clica aqui.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Girassol

Aqui em Beijing, ao ouvir falar em Girassol, procure o endereço do bar que receberá os músicos. Você encontrará uma bossa nova daquelas.
- Super Tropicália esse nome - opina o músico Leon Lee, amigo do trio Girassol e responsável pela casa de jazz OT Lounge, localizada na região de Jianguomen, rodeada de embaixadas, cheia de estrangeiros, cheia de chineses, claro.
Foi no OT que ouvi Girassol pela primeira vez. Tive a honra de acompanhar a segunda performance dos músicos. Achei ótimo. Tenho certeza de que serão cada vez melhores. Mas quem são os responsáveis pela bossinha brasileira aqui?
A vocalista é a Kamila Nasr, canadense que vive hoje em Beijing, mas já morou um ano em Recife. Aliás, ela costuma brincar que alem de inglês, fala portuchinês, numa referência a estas duas línguas tão diversas e que tenta de todo o jeito dominar. Cantando, o português sai fluente. A Kamila é responsável por escolher o repertório, junto aos amigos, claro. Chega de Saudade tá lá. Garota de Ipanema também, claro. Ambas da dupla Tom Jobim e Vinicius de Moraes. E vamos a um sambinha gostoso, como Danca da Solidão, de Paulinho da Viola.
A guitarra é do Benny Oyama, de Nova York. O norte-americano descendente de japonês está com viagem marcada de volta para casa: julho. Motivo pelo qual o Girassol procura um integrante.Isso quem me contou foi o percussionista Jimmy Biala, outro norte-americano, este de São Francisco, Califórnia.
Bom, falei do trio, apresentei o povo, e você está vendo quatro pessoas na foto. Loucura minha? Não, é que é assim: Kenny, daqui mesmo de Beijing, está tocando flauta. No entanto, ele é um músico convidado, fazia uma participação especial. E que participação. Parece que tocou música brasileira a vida toda.
O Girassol também conta com o saxofonista Nathanial Gao, outro dos Estados Unidos. Mas neste dia ele não estava, ainda não tive a oportunidade de vê-lo.
E se estávamos falando em oportunidades, a bossa nova vai soar outra vez na noite de Beijing no sábado 7 de junho no Stone Boat Cafe, um bar gracinha dentro do parque Ritan. Ao ar livre, dá quase os ares do Café do Lago, pra quem é de Porto Alegre e já foi até a Redenção (aliás, ouvi dizer que a versão porto-alegrense havia fechado). Depois, no dia 28, eles voltam ao OT Lounge.
Percussão brasileira autêntica
O Jimmy já morou no Brasil dois anos - entre Salvador, especialmente, e Rio. Trouxe o samba de lá. A música já corria nas veias desde os cinco anos, quando aprendeu a tocar bateria. Junto ao samba, Jimmy trouxe percussão brazuca. Nos shows de bossa, lá estão rebolo, pandeiro, tamborim e ganza.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Solidariedade com tempero brasileiro em Beijing

No aniversário do SambAsia, em abril, encontrei o Cui Jian sambando e conferindo a performance dos amigos
Foto: Algum fã do Cui Jian, do SambAsia, ou dos dois
Três gerações do rock chinês se reúnem na noite desta quinta-feira para o show beneficente "Para Superar Aquele Dia" em Beijing. Toda a renda será revertida para as vítimas do terremoto que atingiu Sichuan no dia 12 de maio. O evento, organizado pela rádio Hit FM, é capitaneado pelo pai do rock por aqui, Cui Jian.
Além de idealizar o show, é ele quem batiza a função. Para Superar Aquele Dia, ou, em chinês, Chaoyue Nayitian, é o nome de uma das suas músicas. E, aí, um tempero brasilieirinho no show de solidariedade. Cui Jian convidou o SambAsia, a escola de samba aqui de Beijing, para tocar com ele. O SambAsia vai ainda participar de Congtou Zailai e tocar outra música solo (ainda não definida, me contou há pouco um dos fundadores do grupo, o taiwanês Leon Lee).
A escola de samba aqui de Beijing repete a dobradinha que fez em janeiro deste ano para um público de 8 mil pessoas na cidade e que, por coincidência, reeditou em abril em Chengdu (a capital de Sichuan, a província mais atingida pelo tremor de 8 graus na Escala Richter).
O show ainda tem a queridinha Ai Jing, os cantores Jun Zheng, Wang Feng e Lao Lang, além da banda Zaiyue Akino, outra do tempo de Cui Jian.
Fim do Luto
O show desta quinta ocorre depois de um luto oficial de três dias decretado pelo governo e que impediu atividades de recreação e lazer em todo o país. Na TV, filmes e programas de entretenimento foram proibidos. O revezamento da tocha olímpica foi suspenso. Até mesmo em bares e restaurantes, não havia música ou shows, em sinal de respeito pelas vítimas.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Libélula vermelha

Quais as suas maiores lembranças ao deixar um lugar? Para além da referência visual, do registro da geografia local e dos amigos, claro, o que fica? Para mim, são duas sensações: olfativas e musicais. Lembro o cheiro dos lugares que visitei. E cada lugar tem uma música - ou muitas, vai saber quanto tempo ficaremos num mesmo.
Tonbo, pra mim, é a música dos meus amigos descedentes de japoneses. Pouco importa se eles estejam no Japão ou no Brasil, a música me lembra essa turma querida. Aprendi no Brasil, mas a letra me inspira Japão. Vai entender.
Dia destes, estava caminhando pela minha rua preferida de Beijing, a Nanluoguxiang, e cantava - na verdade, tentava cantar - Tonbo. Nem sei bem por que. Passei o trajeto a pé entre a avenida principal e o bar onde ia com o refrão na cabeça. Estava indo a um bar esperar duas amigas. Entrei no bar, sentei à beira do balcão, pedi uma cerveja. E... começou a tocar Tonbo.
Ouvi meio incrédula, mas incrédula mesmo: estava sendo cantada em chinês! Se a versão em japonês já me escapava ao entendimento, em chinês, então, nem pensar... E foi engraçado continuar embalada pela mesma canção, aprendida no Brasil, que me remete ao Japão, agora em versão chinesa. Sinal de que até mesmo as referências podem se globalizar.
;p
Tonbo
Tonbo é um hit de 1988 do popstar japonês Tsuyoshi Nagabuchi - que, além de cantar e compor, ataca vez que outra como ator na telinha e na telona. O nome da música do hoje cinqüentão é o que batiza uma libélula vermelha.
Em chinês, fica Hongqingting (红蜻蜓). Não achei a versão que ouvi no bar dia destes, mas esta aqui tem até a letra pra acompanhar. É de uma cantora jovem chamada Weiwei.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Santa Sexta-feira

Conhecer culturas diferentes é, também, algumas vezes esquecer um pouquinho, mesmo que bem pouquinho, dos nossos costumes tão caros.
A sensação, pelo menos para mim, é de ser pego de surpresa por datas ou acontecimentos que antes teriam sido previamente planejados. Estou falando de Natal, Carnaval e, agora, Sexta-Feira Santa. De repente, meus amigos brasileiros que trocam e-mails comigo começam a falar sobre o feriado de Páscoa. Ei, Páscoa! Como assim?
Por aqui, ninguém planejou almoço com peixes e frutos do mar para hoje - eu, aliás, saí correndo de casa para a redação e tomei apenas café. Confesso que na janta tentarei comer algo legal e que lembre a data em algum restaurante por aqui.
Mas, para a noite, o mais engraçado para mim é primeiro uma festa funk - de uma banda de amigos meus que tocam o melhor do funk norte-americano 70`s (outro dia falo sobre eles) - e depois a um Carnaval. Sim, festa brasileira promovida por brasileiros aqui em Beijing. O bar é o Kokomo. E, sim, eles também não haviam lembrado que hoje é Sexta-Feira Santa.
Bom, feliz Páscoa para todos!
(ah, por mais supermercados que tu visites por aqui, esqueça que encontrarás ovos de chocolate para vender...)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Para não perder o romantismo
Continuando o clima de dia dos namorados, a queridíssima Mariana nos mandou a letra de uma música chinesa que fala da história de amor do rapaz e sua fada, que podem se ver apenas no sétimo dia do sétimo mês de cada ano lunar...
O cantor dessa música fez muito sucesso nos anos 80 e é tido como o rei das canções de amor por aqui!
Espero que voces gostem!
Bom final de semana a todos!
Acompanhe a letra original da música...

...e a tradução:
Niulang e Zhinv
Cantor: Fei Yuqing - Música e Letra: Huang Dajun
Dizem que Niulang e Zhinv é uma história triste
Dizem que só têm podem se ver no sétimo dia do sétimo mês de cada ano
Mas, em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata (Via Láctea)
Eles mantêm seus olhares fortes e fiéis um para o outro
Olha, as incontáveis estrelas, de repente escondidos, e de repente brilhantes
Eles estão contando o amor de mil anos
E em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata
O meu coração está escutando esses murmúrios
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente como o sol, a lua e as estrelas
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente de Niulang e Zhinv
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Olha, as incontáveis estrelas, de repente escondidos, e de repente brilhantes
Eles estão contando o amor de mil anos
E em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata
O meu coração está escutando esses murmúrios
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente como o sol, a lua e as estrelas
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razao, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente de Niulang e Zhinv
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Paula Coruja
O cantor dessa música fez muito sucesso nos anos 80 e é tido como o rei das canções de amor por aqui!
Espero que voces gostem!
Bom final de semana a todos!
Acompanhe a letra original da música...

...e a tradução:
Niulang e Zhinv
Cantor: Fei Yuqing - Música e Letra: Huang Dajun
Dizem que Niulang e Zhinv é uma história triste
Dizem que só têm podem se ver no sétimo dia do sétimo mês de cada ano
Mas, em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata (Via Láctea)
Eles mantêm seus olhares fortes e fiéis um para o outro
Olha, as incontáveis estrelas, de repente escondidos, e de repente brilhantes
Eles estão contando o amor de mil anos
E em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata
O meu coração está escutando esses murmúrios
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente como o sol, a lua e as estrelas
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente de Niulang e Zhinv
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Olha, as incontáveis estrelas, de repente escondidos, e de repente brilhantes
Eles estão contando o amor de mil anos
E em todas as noites, dos dois lados do Rio de Prata
O meu coração está escutando esses murmúrios
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razão, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente como o sol, a lua e as estrelas
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Cada pessoa que me ama e cada pessoa que amo
Se não tiver razao, porque não abre a porta do coração
Para aquela lenda permanente de Niulang e Zhinv
e para a paixão não pesarosa
esculpindo a imutabilidade no fundo do coração cheio de amor
Paula Coruja
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Minha casa fica na Terra

Está frio, mas a bicicleta é companheira
Foto: Jana Jan/Chinainblog
Existe sensação mais gostosa do que andar pela cidade e saber que aquela rua desembocará naquela outra, onde as árvores são verdes, há um restaurante bacana e o parque é perfeito para ver o pôr-do-sol? Conhecer o bairro, cumprimentar o vizinho, ter quase a certeza de que se chuta a mesma pedrinha a cada vez que se passa pelo local?
Talvez a sensação de descobrir novos lugares... Será?

O LuoGu é maravilhoso para comer. Tem até batata frita!
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
Fico numa dúvida danada, e arrisco a dizer que a primeira opção tá quase ganhando... Explico: estou adorando conhecer um pouquinho mais de Beijing e de já ter adotado lugares preferidos, cantinhos que, se não têm a minha cara, pelo menos me fazem me sentir bem.
E há um cantinho mega-especial aqui, que mistura gastronomia a lazer e shopping junto ao cheiro da capital de outros anos. Chama-se Nanluoguxiang (南锣鼓巷), uma ruazinha que poderia ser de mão única - pois é estreita -, ladeada por casinhas antigas, antigas, hoje reformadas e que dão lugar a restaurantes internacionais, chineses de outrora, cafés, lojas de roupa, de arte, de badulaques para casa.

12 metros quadrados: O menor café de Beijing está em Nanluoguxiang
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
A mistura de novo antigo está dentro e fora dos estabelecimentos, cuja decoração me lembra e muito a minha segunda casa porto-alegrense, o Mercatto D`Arte. Longe de casa, de volta pra casa.
Nanluoguxiang é apenas um dos charmes da região conhecida por abrigar as torres do Sino e do Tambor, antigo portão de proteção à cidade. Dentro do Segundo Anel viário (a cidade é circundada por cinco anéis), a área ainda é o endereço da região de bares chamada Houhai (后海)e de duas das casas noturnas mais alternativas daqui, Mao e Yu Gong Yi Shan (愚公移山). Sem contar loja de CDs, de jogos para computador, restaurantes 24 horas. E uma infinidade de hutongs (胡同), as vilas típicas de Beijing que há séculos abrigam os moradores da capital.

Como nos antigos hutongs - e Nanluoguxian é cercada por eles - , os banheiros são públicos, na maioria
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
Todo este mix moderno e tradicional suscita nostalgia, não? Dia desses, estava conversando com uma colega chinesa, a Joana, e ela contou sobre uma música que fala sobre a região. Gravada no início dos anos 90, me chamou a atenção por ainda ser atual: os problemas que apareciam lá ainda são os vividos hoje.
O cantor, He Yong (何勇), cuja carreira foi abreviada por uma doença mental, fala sobre a poluição, sobre as pessoas que passam o dia a falar da vida alheia, sobre quem vem do interior pra trabalhar na capital ganhando pouco, sobre as delícias de viver num lugar assim, mesmo com todos estes problemas.

O Pass By é o bar mais antigo da rua, o banheiro, aliás, fica na rua, característica de muitos outros. Abriu em 1999
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
A música, que o nome da região - Zhong Gu Lou (钟鼓楼)- você escuta clicando aqui. As saudades são da Cidade Baixa, e o convite é para um passeio por esta gracinha chinesa.
Hm... também não perca a tradução, feita pela Joana. O vídeo, quem encontrou pra gente foi minha fiel escudeira Mariana.
Zhong Gu Lou
Torre do Sino e do Tambor
A minha casa fica no interior do Segundo Anel
Onde os moradores têm tempo de sobra,
Eles estão falando de vidas alheias,
Eles estão querendo saber que marca de cigarro você escolheu
Quem trabalha duro nos restaurantes são pessoas de fora de Beijing,
O ar que vejo nos seus rostos é igual ao meu
A bicicleta passa em cima da folha, não se vê pôr-do-sol,
A ponte Yi Ding nunca mais viu bem a Montanha Oeste
As folhas de lótus estão estragadas
A imagem refletida da lua na água agora disputa com o lampião de rua,
Dois amigos discutem sobre quem vai aquecer o forno para fazer o café amanhã,
Na dúvida sobre o que comer: you tiao (espécie de palitos de massa) ou bolacha,
Zhong Gu Lou respira pó e fuma, deixando vocês moldarem sua cara,
Não consigo ouvir a sua voz, há muito barulho agora,
A torre só contempla há tempo, por que não fala algo?
Quem fez pergunta tão difícil? As respostas certas estão espalhadas pelo mundo todo
A minha casa fica no interior do Segundo Anel
A minha casa fica na região de Zhong Gu Lou
A minha casa fica nesta comunidade
A minha casa, a minha casa, a minha casa fica na Terra.

No inverno, tudo fica meio cinza, não?
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Rock chinês dá samba

Eu já havia falado sobre o SambAsia pra vocês antes. O que eu não havia dito é que o samba brasileiro fisgou o pai do rock chinês, Cui Jian.
Tipo um Lulu Santos daqui, o Cui Jian é conhecido por fazer músicas de cunho político. A semelhança com o brasileiro é o fato de estar há anos na ativa. Ele começou lá nos idos de 1980, quando ninguém fazia o som roqueiro por estas bandas. Agora, as portas da década de 2010 (ugh!), ele descobriu (a maldição do?) samba.
No primeiro show que fez em Beijing neste ano, convidou o SambAsia para tocar - ante uma platéia de 8,5 mil pessoas! Show de bateria, garanto, apesar de minha opinião ser um pouco suspeita pelo carinho que tenho pelos integrantes da melhor - e única! - escola de samba de Beijing.
Ficou curioso sobre esta mistura de samba e rock (aliás, samba-rock é o que há!)? O vídeo é de 13 minutos, talvez seja necessário esperar um pouco, mas eu aconselho: vale todo o segundinho! Ah, o vídeo: cliquem aqui.
Ontem à noite, fui ver o SambAsia no Mao, reduto do rock ao vivo chinês, conforme o slogan, é só pra provar que o rock tá mesmo apaixonado pelo samba por aqui.
A inspiração da bateria é a Mocidade Independente, do Rio
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
Quem tava na platéia? O Cui Jian, claro. Será que ele também se apegou ao povo, assim como eu?
Pra encerrar, deixo com vocês foto das três meninas que cantam.
Esse trio manda ver do samba carioca ao samba-reggae
Crédito: Jana Jan/Chinainblog
A Zoe é uma chinesinha crescida entre Hong Kong e Canadá e samba como ninguém! A Mai é uma japonesinha que mora aqui há um tempo e agora está indo passar um mês na Bahia - junto a outros quatro membros da banda - pra aprimorar a performance. Tocarão com o Olodum por lá. E a Kamila é do Canadá, morou um ano em Recife e canta que é uma beleza. Nossa Marisa Monte!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Quinta é dia de samba

Beijing tem escola de samba, sim, senhor, a SambAsia.
Agora, engana-se quem pensa que isso é coisa de brasileiro expatriado que fica doido pra mostrar toda a malemolência e a intimidade com a bateria. O samba aqui é negócio sério, é arte, trabalho e diversão, como tem de ser. E pela foto ali de cima, fica fácil perceber que os olhinhos puxados estão dominando o pedaço.
Quem trouxe o samba para Beijing foi o Jimmy Biala, norte-americano de São Francisco, filho de filipinos. Na bagagem, além de uma vontade grande de ensinar por aqui, Jimmy trouxe o que aprendeu na Bahia e nas baterias da Mangueira e da Mocidade, no Rio. O resultado que já se escuta? Samba. E samba-reggae.
Volta e meia o SambAsia faz apresentações na noite da capital chinesa. Eu costumo ir, sempre que posso. Amanhã, eles se apresentarão no Yu Gong Yi Shan - e é aí que está um detalhe especial pra mim. A casa é reduto de música, digamos, alternativa. Novas bandas, estilos, experimentações. E lá está o nosso querido samba, num lugar equivalente, em Porto Alegre, ao Dr. Jeckyll, ao Garagem, ao Ocidente. Outra casa que costuma receber o SambAsia é o Mao Livehouse, que poderia ser considerado ainda mais underground, por assim dizer.
**
Pra voltar ao samba...
O pessoal do SambAsia está se preparando para eventos no ano que vem, ano de Olimpíada e que poderá ser, também, o ano do primeiro carnaval na avenida por aqui. Pra preparar o povo, estiveram em Beijing o mestre Jorge Alabê, que ensinou tudo o que sabe de bateria para os ritmistas.
Já a Renata Secco veio mostrar o samba no pé e dar aulas não só de dança, mas sobre o jeitinho sensual brasileiro, a ginga e o requebrado. O resultado, só sentindo ao vivo. Mas eu, que pude acompanhar as passistas desde o início das aulas e depois tive o prazer de vê-las no palco, arrisco a dizer: aqui do outro lado do mundo, as meninas levam jeito!
Ah, no total, as aulas de bateria da SambAsia, que ocorrem todos os finais de semana, reúnem cerca de 120 estudantes. As apresentações costumam ter a participação de entre 20 e 30 ritmistas "master".
Ali embaixo, vocês podem curtir um pouco do que o povo apronta por aqui.
E, pro caso de algum brasileiro estar perdido em Beijing, não posso deixar de dar o serviço para vocês do show desta quinta. Lá vai:
O quê: SambAsia ao vivo
Quando: Quinta, às 22h
Onde: YuGongYiShan Club
Zhangzizhong Lu 3-2, Dongcheng, Beijing

Jimmy é o responsável pelo samba em Beijing. Viva o Samba. Axé! (Crédito: Zhu Rui/Especial)

Jimmy comanda a bateria em festa que teve direito até a churrasco (Crédito: Zhu Rui/Especial)

Na ponta da língua, Toque de Timbaleiro. Maior sucesso por estas bandas! (Crédito: Janaína Silveira/Especial)

A dançarina Renata Secco passou um mês em Beijing ensinando o samba (Crédito: Zhu Rui/Especial)

Uma amiga aqui classificou o samba como uma dança sensualmente saudável. Concordas? (Crédito: Zhu Rui/Especial)

Renata e Jorge Alabê se despediram dos alunos em Beijing com uma apresentação (Crédito: Zhu Rui/Especial)
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