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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dia da Terra, e eu com isso

22 de abril, se bem lembro da história, é o dia do descobrimento do Brasil. Pois desde 1970, também é o Dia da Terra. Quem disse foram os americanos, que estabeleceram a data como um marco para pensar verde. Ambientalmente amigável, estas coisas. Brasil + Dia da Terra + o verde tão querido da nossa bandeira = bem que poderíamos abraçar esta ideia, como já disse algum slogan por aí.

Pois hoje o Ministério de Proteção Ambiental da China lançou um programa piloto que terá duração de um ano em 11 cidades chinesas para que membros de 330 famílias escolhidas em cada um destes lugares reduzam as emissões pessoais de carbono. Em resumo, que vivam de uma forma ecologicamente correta, o que incluiria decisões cotidianas como o melhor meio de transporte e o que comprar, até as férias, a partir do melhor modo de viajar.

Eu achei a iniciativa bacana, ainda mais porque a promessa é estender o projeto para todo o país no ano que vem. Pena que a notícia divulgada na imprensa seja tão breve, sem dar detalhes ou mesmo indicar que iniciativas fariam de um cidadão chinês um chinês mais ecoresponsável. De qualquer forma, para fins informativos, basta saber que entre as cidades escolhidas estão Tianjin, Shanghai, Xian, Suzhou e Chongqing - esta última, considerada uma das mais poluídas da China.

Ambiente, problema meu

Pode ser paradoxal imaginar que 3,3 mil famílias farão a diferença se pensarmos nas proporções chinesas de 1,3 bilhão de habitantes, berço de indústrias poluentes e de uma economia em franca expansão, com um crescimento diário da frota de veículos nas ruas. Mas é bom que você pense que sim.

Seria de bom tom ainda você imaginar os governantes e legisladores como agentes de regulações a fim de que a natureza seja preservada. E colocar os cientistas no lugar deles, o de gente que desenvolve tecnologias a fim de salvar nosso planetinha. E posto isso, botar as mãos na massa, ciente de que a questão ecológica é uma questão individual.

Pode soar meio riponga, mas é totalmente verdade: se cada um fizer a sua parte... Eu, se fosse você, tentaria fazer do mundo um lugar melhor para viver. Quando ainda trabalhava no clicRBS, um dos últimos trabalhos que fiz foi projetar o que viria a ser o atual site de Ambiente. Na época, editei um material sobre Aquecimento Global produzido pelo jornalista André Crespani e onde há uma afirmação contundente. Taí:

O professor Jefferson Cardia Simões, do Núcleo de Pesquisas Antárticas e Climáticas (Nupac), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diz que é importante que a sociedade passe a consumir menos. Para ele, o modo de vida consumista é o principal motor da produção poluente. A crise ambiental, de acordo com o professor do Nupac, é também uma crise social.

Logo, problema seu, né?

Consumo responsável

Em julho de 2007, a WWF, organização não-governamental de proteção à natureza à qual eu sou supersimpática (deve ser pela figura fofa do panda) fez uma listinha sobre consumo responsável. Superrecomendo o clique. Mas adianto aqui uma dica:

• Não pegue panfletos entregues na rua a não ser que esteja interessado nas informações. Se pegar, não jogue na rua depois de tê-lo lido

Aqui tem um belo material com o que você pode fazer. Tomara que já tenha lido e adotado.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Hora do Planeta



Às 20h30min deste sábado acontece a hora do planeta, um evento simbólico em que governos, empresas e população são convidados a apagarem as luzes para demonstrar a preocupação com o aquecimento global.

Aqui em Beijing, as luzes do Ninho de Pássaro, o estádio símbolo da Olimpíada do ano passado, serão desligadas. Vários bares e restaurantes também aderiram, oferecendo jantares à luz de velas e por aí vai. A maioria dos hotéis cinco estrelas da capital chinesa irão ficar na penumbra. Apenas dentro dos quartos a energia será mantida, para aqueles que não estão nem aí, não sabem ou esqueceram.

Você que leu este post não tem desculpa, apaga a luz!

Falar em apagar, quem anda apagado, com ou sem energia, é o próprio Ninho. Aqui, um post do Raul Lores, correspondente da Folha de São Paulo em Beijing, sobre o estádio.

A foto é minha e foi tirada nos saudosos tempos olimpícos.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quanto vale um panda?


Estes não são os adotados, são os extras que viram a Beijing para agradar aos esperados 6 milhões de turistas no zôo da Capital
Foto: Chen Xie/Agência Xinhua

Que panda é fofo, quase todo o mundo concorda. Ou, pelo menos, eu acho que quase todo o mundo concorda. Mas para além de ele ser preto e branco, viver na China ou em zoológicos (poucos pelo mundo), se alimentar de bambus e estar em risco de extinção, que mais se sabe sobre o urso?

Eu, bem pouco, confesso. Há poucos dias, lendo sobre a adoção de seis pandinhas pelo magnata taiwanês Terry Guo, fiquei sabendo mais.

Eles vivem, em média, 25 anos. Numa reserva natural de preservação, cada panda consome cerca de 50 mil yuans (pouco mais de US$ 7 mil) por ano. Durante toda a vida, são perto de US$ 178 mil.

Pois este montante multiplicado por seis foi o que Guo pagou para adotar os ursinhos. Foram criados alojamentos para os "primos ricos e sortudos" no Centro de Pesquisa para Reprodução dos Pandas de Chengdu, na China.

Com a doação, o magnata poderá visitar os pandas sempre que quiser, além de ter o direito de publicar fotos e vídeos dos seus filhotes.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Era uma vez um panda chinês


Bing repousa em meio aos bambus em Madri
Foto: Agência Xinhua

E outros internacionais

Panda chinês que é panda chinês é também quase um embaixador e representa a amizade da China mundo afora, como bem lembrou o Manuel num post em que eu falava sobre os ursos dias desses.

Também, quem não gostaria de ter no zôo de seu país estas coisas fofas em preto e branco?

Bom, para sabermos quantos pandas chineses estão fazendo um turismo por aí e encantando amantes dos animais por outros pagos, recorremos aos números oficiais dos programas de cooperação entre a China e demais países ou regiões. Hoje, são 27 ursos fora daqui, a maior comunidade é nos Estados Unidos: há 12 por lá!

O Japão tem oito pandas, Áustria três e Tailândia e Espanha, dois. Os dois que foram oferecidos a Taiwan ainda esperam pela conclusão do local onde serão hospedados.

Tem panda que não é chinês!

Ah, mas olha só. Buscando saber sobre a vida dos pandas no Exterior, foi fácil descobrir que tem alguns que nasceram fora do país de origem dos pais. Dos 27 pandas expatriados, 18 nasceram na China. Dentre os pandas estrangeiros, há quatro norte-americanos, quatro japoneses e um austríaco.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Panda é fashion


O macho Fu Wa faz pose e sonha com uma vaga em Beijing
Foto: Xinhua

Os pandas estão com tudo aqui na China. Para a Olimpíada, 16 exemplares, com até dois anos, estão concorrendo a uma vaguinha para exibição no zôo de Beijing, a fim de virarem atração turística. Símbolo da China tem de estar no lugar que turista pode ver, não?

Este da foto é um dos concorrentes, o macho Fu Wa. Dos 16, apenas entre oito e seis estarão classifcados...

Panda é ecologia

Agora, bem mais produtivo para a espécie, ameaçada de extinção, é saber que o país deu início à construção do maior centro mundial de criação para os ursos. O local fica no principal habitat natural da espécie, em Wolong, província de Sichuan, no sudoeste da China. Quando ficar pronto, a reserva poderá abrigar 200 pandas.

A China agora tem 239 pandas gigantes em cativeiro, e se acredita que 1.590 vivam em liberdade no seu habitat natural, principalmente na província de Sichuan, além de nas províncias de Gansu e Shaanxi, noroeste do país

Projeto bacana

Em Gansu, um programa do governo junto à ONG WWF - que, por sinal, também tem um panda como símbolo -, garantiu o aumento da população na reserva da Montanha Minshan. Desde 2005, o número de ursinhos branco e preto pulou de cem para 120.

Mas o programa vai além da reprodução dos pandas. Graças à participação da ONG, o número de reservas para pandas gigantes na região dobrou para seis, numa área total de 708.600 hectares. Todas as reservas estão interligadas.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ser ecológico com charme é um luxo!


Aderi a moda de preservar o ambiente poupando plástico
Foto: Paula Coruja, China in Blog

Com ambiente não se brinca. E é aquela coisa: cada um fazendo a sua parte, tanto melhor.

Aqui na China, a partir de 1°de junho, a produção, venda e uso de sacos ultrafinos (aqueles com espessura igual ou inferior a 0,025 milímetro) estão proibidos. A partir de lá, os sacos plásticos usados em supermercados e lojas passarão a ser pagos.

Quem já se antecipou desfila orgulhoso com bolsas que refutam o uso de plástico - ou mesmo com bolsas de tecido nem tão bonitas vendidas a cerca de R$ 0,85 em algumas redes de supermercados.

Eu achei super esta aí do macaquinho que avisa: "Não use saco plástico!" (a tradução é da Mariana, sempre ela, claro). Para ler em chinês estes caracteres, vamos lá: "Bu shi xunchang dai! (不是寻常带)". Esta eu comprei numa feira de rua aqui no ano passado e tem um monte de gente que me pergunta onde achar, mas, infelizmente, eu não sei. A feira não é permanente... Agora, vai dizer: ajudar o ambiente com charme é um luxo soh, não?

A bolsa ajuda

Sabem que a bolsa já me ajudou por aqui?

Algumas vezes eu digo que não quero o saco plástico que me oferecem. Mas já entrei em mini-mercados ou mesmo lojas de conveniência ostentando feliz minha bolsa do macaquinho ecológico e mesmo sem dizer uma palavra, o atendente não me ofereceu sacolinhas. Leu o que tava escrito, entendeu, cumpriu também sua parte!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008


Fumaça na paisagem de Beijing
Foto: Wang Jingguang/Xinhua

A China vai mapear as principais fontes de poluição nos próximos meses. O Censo Nacional sobre Poluição deverá pesquisar 82 mil pontos no país, incluindo indústrias, instalações agrícolas, residências e estações de tratamento de poluentes. Em todo o trabalho, estarão envolvidas 7 mil pessoas.

A coleta de dados se inicia já em fevereiro, e deverá terminar ainda no primeiro semestre deste ano. Os dados, no entanto, só serão divulgados pela Administração Geral de Proteção Ambiental do Estado - o nome do órgão chinês que cuida dos assuntos relativos ao ambiente - em 2009.

Falando em ambiente...

O Tibete tem agora uma estação de monitoramento da camada de ozônio. A região é conhecida por, no verão, apresentar um dos níveis mais baixos de ozônio na comparação a outras com as mesmas características geográficas.

A estação ficará a 3.648,9 metros acima do nível do mar. Todas as informações serão enviadas para o Centro Mundial de Dados da Camada de Ozônio e Radiação Ultravioleta, no Canadá.

Ah, a foto aí de cima foi tirada em 2 de janeiro deste ano e mostra a fornalha número 4 da Beijing Shougang Company, na capital chinesa, que deixou de funcionar no último sábado. Este é mais um dos esforços do governo chinês para reduzir emissões de poluentes. A companhia afirma que terá perdas de US$ 350 milhões com a redução das operações, mas, em contrapartida, apenas as emissões de fuligem deverão cair 50,32% neste ano.